Trabalhadores da Educação em Paralisação em Minas Gerais Exigem Revisão de Políticas
Em um movimento que marca o início de uma paralisação de três dias, trabalhadores da rede estadual de ensino ocuparam sedes regionais da Secretaria de Estado de Educação em Minas Gerais, na manhã de terça-feira (24). A ação, coordenada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), visa pressionar o governo a reconsiderar duas principais questões: a suspensão de um projeto de parceria público-privada (PPP) e a revisão do reajuste salarial proposto.
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A mobilização se estende por Belo Horizonte e Montes Claros, demonstrando a força da categoria em defesa da educação pública.
Ocupações e Manifestações
Em Belo Horizonte, dezenas de trabalhadores ocuparam a sede da Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana A, no bairro Santo Antônio. A manifestação, com bandeiras e faixas exibindo mensagens como “SRE ocupada” e “Zema e Simões, não vendam nossa escola”, refletia a indignação da categoria com o leilão previsto para o fim do mês, que envolve a transferência de serviços essenciais em 95 escolas estaduais para a iniciativa privada.
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Simultaneamente, em Montes Claros, no Norte de Minas, uma ocupação similar foi realizada em frente à unidade regional da Secretaria de Educação. A mobilização demonstra a união da categoria em defesa de seus direitos.
Reivindicações Centrais
As principais reivindicações da categoria incluem a suspensão do leilão da PPP, que prevê a privatização de serviços como manutenção, limpeza, vigilância e alimentação em escolas estaduais, e a revisão do reajuste salarial de 5,4%, considerado insuficiente pelos trabalhadores.
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Há também o temor de demissões em massa de profissionais que atuam nos serviços de apoio escolar, que poderiam ser substituídos por contratos terceirizados. A União Colegial de Minas Gerais (UCMG) declarou apoio às manifestações, reforçando a crítica ao projeto como um “grave ataque à educação pública”.
Reação do Governo e Resistência Escolar
O secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, declarou que o governo não tolerará a ocupação das unidades regionais. A proposta do governo tem gerado questionamentos jurídicos, com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) abrindo um processo para analisar uma denúncia contra a licitação, que tramita em sigilo.
Além das ocupações, a resistência ao projeto se manifesta em ações como a panfletagem realizada na Escola Estadual Padre Matias, em Belo Horizonte, onde moradores e trabalhadores se opõem à inclusão da unidade no projeto de PPP, temendo a substituição de profissionais concursados por terceirizados e a precarização das condições de trabalho.
Defesa da Educação Pública em Debate
A paralisação e as ocupações representam um momento crucial na luta pela defesa da educação pública em Minas Gerais. A mobilização demonstra a força da categoria e a necessidade de um diálogo transparente e respeitoso entre governo e trabalhadores, buscando soluções que garantam a qualidade do ensino e os direitos dos profissionais da educação.
A comunidade escolar se mobiliza para resistir a projetos que ameaçam a sustentabilidade e a qualidade da educação pública, reafirmando o compromisso com a formação crítica e a democratização do conhecimento.
