Zema chama reajuste do Bolsa Família de “oportunismo” de Lula
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) classificou como “oportunismo” e “propaganda” o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula. Em entrevista à rádio Itatiaia, o ex-governador de Minas Gerais disse que a medida, tomada às vésperas da eleição, é uma tentativa de ganhar votos. “Esse momento pré-eleitoral é um oportunismo, uma safadeza, do Lula, querendo ganhar voto”, afirmou Zema.
Na avaliação do candidato, o aumento do benefício também serve para desviar a atenção de escândalos que envolvem o governo. Zema citou a crise do Banco Master, que atingiu ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), e disse que Lula tenta “fazer populismo, demagogia, para evitar uma derrota eleitoral, que tudo indica que vai acontecer”.
O anúncio do reajuste e os valores
Lula oficializou o reajuste do Bolsa Família na quinta-feira (17), em cerimônia no Palácio do Planalto. O valor mínimo do benefício sai de R600 para R$ 691. Já o benefício médio passa de R675 para R$ 777.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a correção corresponde à recomposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O pagamento com o novo valor começa em outubro. O impacto fiscal previsto para este ano é de R$ 5,8 bilhões; para 2027, a estimativa é de R$ 22 bilhões, e o governo ajustará o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o reajuste foi calculado com “responsabilidade fiscal”. Lula participou da cerimônia, mas não discursou. O anúncio ocorreu 15 dias antes das eleições, em um momento de queda do presidente nas pesquisas de intenção de voto.
Zema vê manobra eleitoral
Para Zema, a estratégia de Lula é clara: melhorar a própria imagem após os desdobramentos do caso Banco Master. “Ele está vendo que está tendo uma imagem cada vez pior devido à conexão dele com os bandidos do Supremo e está tentando fazer populismo”, disse o candidato do Novo.
Zema, ex-governador de Minas Gerais, defendeu o reajuste monetário do programa social em si, mas criticou o timing e a motivação política. A fala do presidenciável ocorre em meio à reta final da campanha.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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