Zema busca inédito governo federal com foco em privatizações
ZEMA propõe governo federal com privatizações inéditas para destravar economia brasileira já em 2026.
Romeu Zema Neto é o candidato do partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026 e busca seu primeiro mandato no Palácio do Planalto aos 61 anos.
Nascido em Araxá, Triângulo Mineiro, dia 28 de outubro de 1964, empresário formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele oficializou sua candidatura ao cargo máximo na esfera federal. O anúncio ocorreu durante uma convenção nacional realizada em Brasília pelo próprio Partido Novo, que já havia estabelecido a disputa para as urnas deste ano.
Plataforma econômica: privatizações como pilar central
Em declarações recentes sobre o futuro governo, Zema enfatiza um foco intenso no ajuste fiscal e nas reformas estruturais do país. Ele prometeu adotar medidas rigorosas com vistas à redução dos gastos públicos brasileirosO Brasil precisa de quatro choques na área fiscal,” afirmou ainda o candidato; “Primeiro, eu quero privatizar tudo, começando pela Petrobras.” Essa é uma bandeira forte da sua plataforma política.
Durante seu período nos últimos oito anos comandando a máquina pública mineira, ele já havia transferido 118 empresas estaduais para iniciativa privada em Minas Gerais. O ex – governador reforça que essa experiência comprova os mecanismos necessários para desestatização e eficiência econômica no nível nacional.
Trajetória profissional: do conglomerado familiar ao governo estadual
A carreira de Zema está profundamente ligada à família empresária; bisneto de Domingos Zema, fundador original do Grupo Zema — um grupo atuante desde 1923 —, o político construiu sua trajetória dentro deste tradicional empreendimento da região Mineira.
O próprio conglomeração atua nos setores varejista, concessionárias, distribuição de combustíveis e serviços financeiros. Após integrar inicialmente a administração até em 2016, ele se dedicou integralmente à política pública na esfera governamental.
Ele iniciou no cenário partidário nas eleições de 2018, ano que marcou seu primeiro mandato como governador de Minas Gerais após derrotar Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB). Em mais um ciclo vitorioso, Zema foi reeleito pelo estado paulistano em 2022.
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Mudanças políticas e o patrimônio declarado. Ao longo do tempo, sua filiação ideológica também passou por ajustes. Embora tenha começado a carreira com vínculo ao PL entre os anos de 1999 até 2018, ele se apresentou no Novo buscando uma opção política “diferente”.
A candidatura presidencial exigiu que seu perfil financeiro fosse atualizado junto à Justiça Eleitoral; assim, na data de 7 de agosto, ex – governador declarou seus bens novamente perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), registrando um aumento significativo em relação aos valores anteriores.
Relação tensa e alinhamento político
Em períodos passados — tanto nas eleições estaduais de Minas Gerais nos ciclos de 2018 quanto os de 2022 —, Romeu Zema apoiou publicamente Jair Bolsonaro durante suas campanhas presidenciais. Nesse período ele também defendeu a anistia para condenados pelos atos golpistas ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023, mantendo – se aberto ao apoio das pautas neoliberais voltadas à segurança pública do ex – presidente.
Contudo, o relacionamento entre o mineiro empresário e setores da família bolsonarista sofre desgaste desde que se tornou pré – candidato presidencial. Um ponto de atrito ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL – RJ) ser visto cobrando dinheiro supostamente relacionado à produção cinematográfica dos pais; Zema reagiu publicamente na época criticando duramente a pessoa envolvida: “Não concordo com quem lida com esse banqueiro que mostrou ser um grande bandido.”
Declarações como essa geraram reação imediata no campo apoiador do grupo político mais amplo. O ex – deputado federal Eduardo Bolsonaro, por exemplo, utilizou o X para defender seu irmão e sugerir uma possível ruptura política em relação ao Partido Novo.