Negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia são adiadas
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou nesta sexta-feira (13) que os Estados Unidos pediram o adiamento da última rodada de negociações trilaterais para um acordo sobre o conflito que já dura quatro anos entre a Rússia e a Ucrânia.
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Durante uma visita à França, Zelensky comentou que os negociadores americanos não estavam autorizados a deixar o país devido às circunstâncias no Oriente Médio.
Segundo Zelensky, as discussões sobre a próxima rodada de negociações se tornaram complicadas “por causa da guerra no Oriente Médio”. Ele afirmou que os EUA estavam dispostos a se reunir, mas apenas em território americano, devido à situação de segurança.
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A delegação ucraniana estava preparada para se encontrar em Miami ou Washington, mas a Rússia rejeitou essa proposta, sugerindo encontros na Turquia ou na Suíça, o que foi descartado pelos EUA.
O presidente ucraniano destacou que a equipe estava pronta para uma reunião na próxima semana e que se preparava para encontros em várias localidades, incluindo os Emirados Árabes Unidos, caso houvesse interesse. Ele enfatizou que a realização da próxima rodada de negociações dependia da posição dos EUA.
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A equipe de negociação de Washington é liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump.
A Casa Branca ainda não se manifestou sobre as declarações de Zelensky. Desde o início do ano, a Ucrânia e a Rússia já realizaram duas rodadas de negociações, sendo a mais recente em Genebra no mês passado. O principal ponto de discórdia continua sendo a questão territorial, com a Rússia exigindo que a Ucrânia ceda partes da região de Donbas que ainda não estão sob controle das forças russas.
