Zelensky propõe referendo com 60 dias após cessar-fogo! 🇺🇦 O presidente ucraniano desafia a Rússia e questiona os interesses por trás da paz. Leia agora!
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recentemente expressou a possibilidade de realizar um referendo nacional no país, mas apenas sob a condição de um cessar-fogo de 60 dias. Essa proposta surge em um momento crucial, marcado por negociações complexas e pela busca por um caminho para a paz.
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Segundo Zelensky, um período de dois meses permitiria que o parlamento ucraniano tomasse as decisões necessárias para a organização da votação.
O presidente ucraniano também abordou a questão da pressão internacional, especialmente o interesse da Rússia em mudar a liderança do país. Ele argumentou que a pergunta fundamental a ser respondida é: os parceiros da Ucrânia desejam eleições ou apenas uma substituição do atual presidente?
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Zelensky expressou a crença de que os russos buscam apenas a sua própria substituição, e que a realização de eleições durante uma guerra não significa o fim do conflito.
Zelensky ressaltou a complexidade de organizar uma votação nacional em meio à guerra, tanto em termos de segurança quanto de processo. Ele enfatizou que as decisões políticas na Ucrânia são tomadas por meio de mecanismos parlamentares, e não por decretos, e que qualquer acordo de paz deve ser submetido a um referendo popular.
A necessidade de um referendo popular é vista como um elemento central para garantir a legitimidade do processo democrático.
Em dezembro de 2025, o presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, já havia aprovado a criação de um grupo de trabalho para avaliar a viabilidade de eleições. No entanto, a realização de eleições depende das negociações de paz e da garantia de segurança.
O presidente dos EUA também tem pressionado pela realização de eleições na Ucrânia, exigindo que os EUA e seus aliados assegurem a segurança do processo.
As declarações de Zelensky e de outros líderes vêm acompanhadas de informações conflitantes. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, inicialmente confirmou a existência de preparativos para as eleições, mas posteriormente negou a informação, destacando a necessidade de monitorar cuidadosamente os fluxos de informação.
A situação é complexa, com a continuidade da lei marcial na Ucrânia, declarada em fevereiro de 2022, suspendendo as eleições para a Verkhovna Rada e as eleições presidenciais.
Vladimir Putin, em novembro de 2025, criticou a hesitação dos cidadãos ucranianos em participar das eleições, argumentando que eles cometeram um erro estratégico. Ele também afirmou que a “ilegitimidade” do governo ucraniano dificulta as negociações sobre o conflito, e que qualquer acordo com o atual governo seria inútil.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.