Yvette Cooper critica duramente a liderança do Irã, condenando o “assassinato horrível” de manifestantes e exigindo respeito aos direitos humanos.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, fez duras críticas à liderança do Irã nesta terça-feira (13), referindo-se ao que chamou de “assassinato horrível e brutal” de manifestantes. Durante uma sessão no Parlamento, Cooper destacou que o governo britânico convocou o embaixador iraniano para enfatizar a gravidade da situação.
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“O Reino Unido condena veementemente o assassinato horrível e brutal de manifestantes iranianos e exige que as autoridades do Irã respeitem os direitos e liberdades fundamentais de seus cidadãos”, afirmou Cooper. Ela também ressaltou a importância de seu gabinete em exigir que o Irã responda pelos relatos alarmantes que têm surgido.
Segundo a Reuters, os protestos no Irã se intensificaram ao longo de duas semanas, representando um desafio significativo ao regime. Inicialmente, as manifestações começaram em resposta à inflação desenfreada, mas rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra o governo.
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A situação econômica se agravou na semana passada, com o aumento repentino dos preços de produtos essenciais, como óleo de cozinha e frango, levando a uma escassez desses itens nas prateleiras. A decisão do banco central de encerrar um programa que facilitava o acesso a dólares americanos mais baratos também contribuiu para a crise, resultando em aumentos de preços e fechamento de lojas.
Os bazaaris, comerciantes tradicionais do Irã, tomaram uma posição drástica, uma ação incomum para um grupo que geralmente apoia a República Islâmica. O governo, sob liderança reformista, tentou mitigar a insatisfação oferecendo transferências diretas, mas isso não foi suficiente para conter os protestos.
As autoridades enfrentaram a maior onda de manifestações até o momento, resultando em um isolamento do Irã em relação ao resto do mundo. Organizações de direitos humanos relataram que milhares de pessoas perderam a vida desde o início dos protestos.
Em meio a essa crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ações militares caso as forças de segurança iranianas reagissem com violência. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, respondeu pedindo a Trump que se concentrasse em questões internas dos EUA, acusando o país de incitar os protestos.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.