Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado por insurreição
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi considerado culpado nesta quinta-feira (19) por liderar uma insurreição durante a breve imposição da lei marcial no final de 2024. Esse episódio gerou um caos político no país e ameaçou desmantelar décadas de democracia.
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Um tribunal sul-coreano decidiu condená-lo à prisão perpétua, reconhecendo sua culpa nas acusações de abuso de autoridade e de arquitetar uma insurreição.
Os promotores haviam solicitado a pena de morte, em um caso que atraiu a atenção de uma nação profundamente dividida. Este julgamento representa a situação mais significativa até agora para o líder deposto, cuja ação provocou uma crise política nacional e desafiou a resiliência democrática do país.
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Contexto da insurreição
No dia 3 de dezembro de 2024, Yoon fez um discurso ao vivo, sem aviso prévio, onde anunciou a imposição da lei marcial. Horas depois, o Parlamento votou para bloquear o decreto. Em sua declaração, o ex-presidente argumentou que não tinha alternativa a não ser agir para proteger a ordem constitucional, alegando que os partidos da oposição estavam paralisando o processo parlamentar e colocando o país em crise.
Yoon também justificou sua decisão como necessária para garantir as liberdades e a segurança da população, além de assegurar a sustentabilidade do país e legar uma nação estável às futuras gerações. Após a votação do Parlamento, ele acatou a decisão e suspendeu a lei marcial, que foi aprovada por seu gabinete logo em seguida.
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Desdobramentos do caso
Na declaração sobre a suspensão da lei marcial, Yoon pediu à Assembleia Nacional que “interrompa imediatamente suas ações imprudentes que paralisam as funções do Estado”. Em janeiro de 2025, durante a audiência do julgamento de impeachment do ex-presidente, seu advogado afirmou que a imposição da lei marcial era uma medida necessária diante da situação política.
