Ye faz retorno triunfal à Europa após 10 anos, mas enfrenta protestos intensos em Arnhem

Ye Realiza Primeiro Show na Europa em Mais de Uma Década
O rapper estadunidense Ye, anteriormente conhecido como Kanye West, de 49 anos, fez sua estreia em um show na Europa após mais de dez anos. A apresentação ocorreu na noite de sábado, dia 7, na cidade de Arnhem, localizada no leste da Holanda. Embora tenha atraído um grande público, o evento também foi marcado pela presença de manifestantes que criticam seu comportamento antissemita, especialmente após o lançamento da música intitulada “Heil Hitler”.
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Os manifestantes utilizaram painéis eletrônicos para relembrar declarações antissemitas feitas pelo rapper, além de exibirem cartazes que condenavam o ódio contra judeus. Em janeiro, Ye publicou um anúncio de página inteira no The Wall Street Journal, onde afirmou ter perdido “contato com a realidade” durante um “episódio maníaco de comportamento psicótico, paranoico e impulsivo”.
Ele declarou: “Não sou nazista nem antissemita”, justificando suas ações ao transtorno bipolar tipo I não tratado, em um período em que havia interrompido sua medicação.
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A turnê europeia de Ye enfrentou resistência desde seu anúncio, com a mesma alegação sendo levantada pela população de cada país onde ele se apresentaria. Em abril, o artista foi barrado de entrar no Reino Unido para uma série de shows, e a apresentação em Marselha, na França, foi cancelada após oposição do Ministério do Interior francês.
Contudo, a Holanda tomou uma decisão diferente ao permitir a realização do evento. O prefeito de Arnhem, Ahmed Marcouch, concedeu a licença para o show e para uma visita ao Museu do Holocausto em Amsterdã, como uma forma de reforçar a memória dos horrores desse período histórico e entender a história do povo judeu na Holanda.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



