Yara surpreende com lucro de US$ 327 milhões no 1º trimestre de 2026; veja detalhes!

Resultados Financeiros da Yara no Primeiro Trimestre de 2026
A Yara, empresa norueguesa do setor de fertilizantes, reportou um lucro líquido de US$ 327 milhões no primeiro trimestre de 2026, superando os US$ 295 milhões registrados no mesmo período de 2025. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou US$ 908 milhões, em comparação aos US$ 566 milhões do ano anterior.
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Segundo a companhia, esse desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento nas entregas, ampliação das margens em todos os segmentos e a eficácia das iniciativas de controle de custos.
A receita totalizou US$ 4,26 bilhões no trimestre, um crescimento em relação aos US$ 3,65 bilhões do mesmo período do ano passado. No entanto, a produção de amônia caiu para 1,6 milhão de toneladas, ante 1,7 milhão de toneladas em 2025. A produção de fertilizantes também teve uma leve queda, passando de 4,92 milhões de toneladas para 4,89 milhões de toneladas.
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Em contrapartida, as entregas de fertilizantes aumentaram de 5,77 milhões de toneladas para 5,96 milhões de toneladas.
Desempenho Regional e Indicadores Financeiros
As entregas totais cresceram 2% em comparação anual, com destaque para o aumento nos volumes de ureia, NPKs e CN. Na divisão das Américas, o Ebitda, excluindo itens especiais, foi de US$ 229 milhões, representando um aumento de 48% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
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Esse resultado reflete, principalmente, o crescimento nas entregas e melhores margens de upgrading de nitrogênio, além da continuidade do desempenho comercial.
Na região, as entregas totais aumentaram 11%, com destaque para os volumes na América do Norte. Ao final do trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda da Yara era de 1,00, enquanto a relação dívida líquida/patrimônio ficou em 0,33.
Cenário Geopolítico e Impactos no Mercado de Fertilizantes
O mercado global de fertilizantes continua a ser afetado por fatores geopolíticos. O bloqueio do Estreito de Ormuz impactou cerca de um terço do comércio global de ureia, além de afetar matérias-primas como gás natural, amônia, fosfatos e enxofre.
A Yara destaca em seu relatório que esse cenário tem gerado restrições de oferta e aumento dos preços, com possíveis variações entre os mercados durante e fora da temporada de aplicação.
Interrupções na produção em diversos países, incluindo unidades na Rússia, também têm contribuído para um ambiente de oferta mais restrito no médio prazo. A dinâmica global é influenciada por grandes produtores e consumidores. Na Índia, a produção de ureia foi parcialmente reduzida em março devido à escassez de gás, enquanto a China manteve restrições às exportações durante sua temporada doméstica, com possibilidade de flexibilização no segundo semestre de 2026.
De acordo com a CRU Group, a expansão da capacidade produtiva fora da China acompanha o crescimento histórico da demanda, indicando que o equilíbrio entre oferta e demanda deve continuar ajustado nos próximos anos. A empresa estima que, com base nos mercados futuros de gás natural e mantendo volumes estáveis de compra, o custo do insumo nos segundo e terceiro trimestres de 2026 deverá ser, respectivamente, US$ 150 milhões e US$ 120 milhões superior ao registrado no ano anterior, podendo variar conforme as condições de mercado.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



