Wood Mackenzie revela que elevar a produção de petróleo na Venezuela em 500 mil barris/dia exigirá R$ 20 bilhões em investimentos. Descubra os desafios!
A consultoria internacional de energia Wood Mackenzie estimou, dias antes da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, que elevar a produção de petróleo na Venezuela em 500 mil barris por dia exigiria um investimento de R$ 20 bilhões ao longo dos próximos 10 anos.
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A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, totalizando 303 bilhões de barris, o que representa 17% do total global.
No entanto, em 2025, o país produziu apenas 900 mil barris por dia, correspondendo a 1% da produção mundial. Essa queda é atribuída à falta de investimentos, à degradação da infraestrutura e às sanções internacionais. A consultoria acredita que, com algumas melhorias operacionais e investimentos modestos no Cinturão do Orinoco, a produção poderia ser elevada para 2 milhões de barris por dia em um ou dois anos.
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Embora essa recuperação inicial seja considerada a “parte fácil”, para um aumento além disso, seriam necessários investimentos significativos. As joint ventures entre a estatal PDVSA e as petrolíferas internacionais precisariam investir R$ 20 bilhões para adicionar mais 500 mil barris por dia à produção.
A análise ressalta que a maioria das refinarias necessárias para processar o petróleo da região ficou inativa entre 2019 e 2021, e as que ainda operam requerem investimentos contínuos para manter suas atividades.
A produção de petróleo venezuelano tende a ser mais cara devido à sua natureza mais pesada e à complexidade do processamento em comparação com a média global. O petróleo do país apresenta alto teor de enxofre, metais e resíduos, exigindo refinarias sofisticadas e um maior consumo de energia.
No início dos anos 2000, a Venezuela produzia mais de 3 milhões de barris diariamente, mas esse número caiu para cerca de 2 milhões em 2017 e continua a declinar.
Após a captura de Maduro, Donald Trump comentou sobre a situação: “Vamos fazer com que nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, entrem, gastem bilhões de dólares, consertem a infraestrutura severamente danificada e comecem a gerar dinheiro para o país”.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.