Wall Street enfrenta nova queda em índices, com Bank of America e Citigroup no foco. Expectativas de cortes nas taxas de juros agitam o mercado em 2026!
Os principais índices de Wall Street enfrentaram uma nova queda, marcando o segundo dia consecutivo de perdas. Os investidores estão avaliando os resultados financeiros do Bank of America e do Citigroup, enquanto os dados de vendas no varejo e preços ao produtor nos Estados Unidos não alteraram as expectativas de cortes nas taxas de juros ainda em 2026.
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As ações do Bank of America recuaram 3,5%, enquanto o Wells Fargo viu uma queda de 4,4%. O Citigroup, por sua vez, perdeu 0,5%, mesmo após reportar resultados positivos. Executivos do setor alertaram que um teto proposto para as taxas de juros dos cartões de crédito pode impactar os consumidores e afetar a lucratividade do setor financeiro.
A recente fraqueza nas ações bancárias ocorre após um aumento de 25% nos últimos 12 meses. O setor registrou uma queda de 0,4% no dia. Jake Johnston, CIO adjunto da Advisors Asset Management, comentou que “os bancos tiveram um início de ano muito forte e os mercados estão demorando um pouco para digerir” os resultados financeiros.
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Analistas estimam que as empresas do S&P 500 devem apresentar um crescimento médio de lucros de 8,8% no quarto trimestre em comparação ao ano anterior, elevando a expansão dos resultados de 2025 para 13,2%, conforme dados do IBES LSEG.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,17%, alcançando 49.108,31 pontos. O S&P 500 perdeu 0,43%, ficando em 6.933,48 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve uma queda de 0,68%, com 23.548,45 pontos. Os preços ao produtor nos EUA se mantiveram dentro das expectativas em novembro, e as vendas no varejo superaram as projeções.
As expectativas atuais indicam que a taxa de juros deve ser mantida na primeira metade do ano, incluindo a reunião de janeiro do Fed, desde que a inflação e o crescimento permaneçam estáveis. Contudo, os operadores ainda preveem pelo menos dois cortes antes do final de 2026, de acordo com dados da LSEG.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.