Wall Street enfrenta turbulência nesta sexta-feira (27), com quedas nos índices devido a temores no setor de tecnologia. Descubra os detalhes!
Nesta sexta-feira (27), os principais índices acionários de Wall Street apresentam queda, refletindo preocupações no setor de tecnologia. Isso ocorre após os preços ao produtor nos Estados Unidos terem subido mais do que o previsto em janeiro. O índice para a demanda final aumentou 0,5% no mês passado, após uma revisão para baixo que indicou um avanço de 0,4% em dezembro.
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As ações de tecnologia enfrentam pressão de venda neste mês, impulsionadas por preocupações com as avaliações elevadas e a incerteza sobre o retorno dos investimentos significativos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial (IA).
Anthi Tsouvali, estrategista de múltiplos ativos da UBS Global Wealth Management, comentou: “Há muitas questões em torno da IA e do impacto da disrupção da IA em diferentes setores”.
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Por volta das 13h40, no horário de Brasília, o Dow Jones registrava uma queda de 1,02%, alcançando 48.994 pontos. O S&P 500 apresentava uma perda de 0,55%, com 6.870 pontos, enquanto o Nasdaq caía 0,84%, marcando 22.687 pontos. Todas as 7 Magníficas estavam em baixa, exceto Amazon e Alphabet.
A Amazon viu suas ações caírem mais de 2%, mesmo após a divulgação de um balanço na quarta-feira (25) que indicou lucros robustos. A CoreWeave, parceira da fabricante de chips, teve uma queda superior a 19% após reportar prejuízo. Em contrapartida, as ações da Dell subiram mais de 20% após a empresa anunciar a expectativa de dobrar a receita do seu principal negócio de servidores otimizados para IA até o ano fiscal de 2027.
A Netflix teve um aumento de 10% em suas ações, enquanto a Warner Bros Discovery (WBD) caiu mais de 2% e a Paramount subiu mais de 18%. Isso ocorreu após o conselho da WBD determinar que a Paramount apresentou uma oferta “superior”.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, abordou na quinta-feira (26) as preocupações dos americanos sobre a situação atual, enquanto o presidente Donald Trump continua a avaliar a possibilidade de ações militares contra o Irã. Além disso, incertezas tarifárias persistem desde que a Suprema Corte dos EUA decidiu, em 20 de janeiro, que as tarifas impostas por Trump a vários países no ano passado são ilegais.
Essas tarifas, que passaram a vigorar com uma alíquota de 10% na terça-feira (24), foram baseadas na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos.
O presidente Trump havia ameaçado, no sábado (21), a imposição de uma taxa de 15%.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.