Wall Street em Crise: Queda dos Índices Acompanha Alta de 9% no Petróleo!

Wall Street despenca com alta do petróleo! Os índices caem enquanto o Irã usa o petróleo como “ferramenta de pressão”. Descubra os detalhes dessa crise!

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercados de Wall Street em Queda com Alta do Petróleo

Os principais índices da bolsa de valores de Wall Street apresentam queda nesta quinta-feira (12). O preço do petróleo subiu mais de 9%, intensificando as preocupações com a inflação e levando os investidores a reavaliar as expectativas de cortes na taxa de juros nos Estados Unidos.

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Na mesma data, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, destacou o petróleo como “uma ferramenta de pressão”. Os preços do petróleo dispararam após supostos ataques iranianos a instalações petrolíferas e de transporte no Oriente Médio. O Irã havia emitido um alerta na quarta-feira (11) sobre a situação.

Expectativas do Mercado e Preços do Petróleo

O Goldman Sachs adiou sua previsão para o próximo corte de juros do Federal Reserve, agora projetado para setembro, em vez de junho. Por volta das 11h55, no horário de Brasília, o Dow Jones registrava uma queda de 1,28%, alcançando 46.811 pontos.

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O S&P 500 recuava 1,21%, a 6.694 pontos, enquanto o Nasdaq apresentava uma queda de 1,63%, a 22.346 pontos.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, subiam mais de 9%, atingindo US$ 100,47 por barril. O WTI, referência nos EUA, também mostrava alta superior a 9%, cotado a US$ 95,83 o barril. O índice de volatilidade VIX, que mede o medo no mercado, também subia, alcançando 26,50.

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Medidas da Agência Internacional de Energia

Na quarta-feira (11), os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar reservas emergenciais de petróleo, a maior liberação da história, para reforçar o fornecimento e conter a alta dos preços devido à guerra no Oriente Médio.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informou que o país está tomando medidas para reduzir os preços do petróleo, que dispararam em decorrência do conflito entre EUA, Israel e Irã.

A AIE também alertou que o mundo enfrenta a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada, com uma previsão de queda de 8 milhões de barris por dia em março.

Impactos no Setor Financeiro e Dados Econômicos

Entre as ações em destaque, American Airlines e United Airlines caíam mais de 2% e 3%, respectivamente. As ações das empresas de cruzeiros Norwegian e Royal Caribbean também apresentavam desvalorização superior a 3% e 5%. Os investidores estão atentos ao mercado de crédito privado, avaliado em cerca de US$ 2 trilhões, após uma série de problemas recentes.

A Partners Group, empresa suíça de private equity, alertou que as taxas de inadimplência no crédito privado podem dobrar nos próximos anos. As ações do Morgan Stanley caíam mais de 3% após a empresa limitar resgates em um de seus fundos de crédito privado, seguindo o exemplo de Blackstone e BlackRock.

O JPMorgan Chase também reduziu o valor de alguns empréstimos a fundos de crédito privado, apresentando queda superior a 2%.

Dados Econômicos Recentes

Em relação aos dados econômicos, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu na última semana, o que pode aliviar as preocupações sobre a deterioração do mercado de trabalho, após um declínio inesperado no emprego em fevereiro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000, totalizando 213.000 na semana encerrada em 7 de março, conforme dados ajustados sazonalmente do Departamento do Trabalho.

A inflação anual nos Estados Unidos permaneceu estável em fevereiro, em 2,4%, segundo o último Índice divulgado na quarta-feira (11). Em termos mensais, os preços subiram 0,3% em fevereiro, um aumento mais acelerado em comparação aos 0,2% registrados em janeiro, conforme informações do Departamento de Estatísticas do Trabalho americano.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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