A Indicação Histórica de Wagner Moura ao Oscar 2026
A corrida pelo Oscar 2026 se torna histórica com a indicação de Wagner Moura na categoria de Melhor Ator por sua atuação em “O Agente Secreto”. Ele é o primeiro brasileiro a receber essa honra. Sua performance, realizada inteiramente em uma língua não inglesa, representa não apenas a América Latina, mas também um forte apelo por diversidade na Academia.
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Embora a presença de talentos fora do eixo Estados Unidos-Europa, como a de Fernanda Torres no ano anterior com “Ainda Estou Aqui”, tenha aumentado, conquistar vitórias nessas categorias ainda é um desafio. Historicamente, atores latino-americanos têm sido reconhecidos, mas, em sua maioria, por papéis em filmes falados em inglês.
Quebrando Barreiras no Cinema
O primeiro ator a romper essa barreira foi o porto-riquenho José Ferrer, que ganhou o prêmio de Melhor Ator por “Cyrano de Bergerac” em 1950. Em seguida, o mexicano Anthony Quinn venceu duas vezes como Melhor Ator Coadjuvante, por “Viva Zapata!” (1952) e “Sede de Viver” (1956).
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A porto-riquenha Rita Moreno fez história ao ser reconhecida como Melhor Atriz Coadjuvante em “Amor, Sublime Amor” (1961).
Mais recentemente, Benicio del Toro, também porto-riquenho, conquistou o prêmio na mesma categoria por “Traffic” (2000) e agora está novamente na disputa por “Uma Batalha Após a Outra”. A atriz mexicana-queniana Lupita Nyong’o venceu como Melhor Atriz Coadjuvante por “12 Anos de Escravidão” (2013), enquanto Ariana DeBose, de ascendência porto-riquenha, foi premiada por “Amor, Sublime Amor” (2021).
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Vitórias em Língua Não Inglesa
Embora alguns desses papéis incluíssem diálogos em espanhol, os filmes são considerados produções em língua inglesa. Na Europa, o espanhol Javier Bardem ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007), e sua esposa, Penélope Cruz, levou o prêmio na mesma categoria por “Vicky Cristina Barcelona” (2008).
É ainda mais raro ver atores vencerem por atuações em filmes predominantemente não falados em inglês. Até hoje, apenas quatro atores conquistaram essa honra, e nenhum deles é latino-americano. O italiano Roberto Benigni foi o primeiro a alcançar esse feito como Melhor Ator por “A Vida é Bela” (1999), seguido por Marion Cotillard, que venceu como Melhor Atriz por “Piaf – Um Hino ao Amor” (2008), e a italiana Sophia Loren, que ganhou como Melhor Atriz por “Duas Mulheres” (1961).
Atores Latino-Americanos Vencedores do Oscar
Atores Vencedores do Oscar por Filmes em Língua Não Inglesa
- José Ferrer (porto-riquenho) – Melhor Ator, “Cyrano de Bergerac” (1950)
- Anthony Quinn (mexicano) – Melhor Ator Coadjuvante, “Viva Zapata!” (1952)
- Anthony Quinn (mexicano) – Melhor Ator Coadjuvante, “Sede de Viver” (1956)
- Rita Moreno (porto-riquenha) – Melhor Atriz Coadjuvante, “Amor, Sublime Amor” (1961)
- Benicio del Toro (porto-riquenho) – Melhor Ator Coadjuvante, “Traffic” (2000)
- Javier Bardem (espanhol) – Melhor Ator Coadjuvante, “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007)
- Penélope Cruz (espanhola) – Melhor Atriz Coadjuvante, “Vicky Cristina Barcelona” (2008)
- Lupita Nyong’o (mexicana-queniana) – Melhor Atriz Coadjuvante, “12 Anos de Escravidão” (2013)
- Ariana DeBose (ascendência porto-riquenha) – Melhor Atriz Coadjuvante, “Amor, Sublime Amor” (2021)
- Sophia Loren (italiana) – Melhor Atriz, “Duas Mulheres” (1961)
- Roberto Benigni (italiano) – Melhor Ator, “A Vida é Bela” (1999)
- Marion Cotillard (francesa) – Melhor Atriz, “Piaf – Um Hino ao Amor” (2008)
- Youn Yuh-jung (sul-coreana) – Melhor Atriz Coadjuvante, “Minari: Em Busca da Felicidade” (2021)
