Vorcaro cobrava pagamentos à esposa de Moraes e chamava acordo de “o mais importante”
Relatório da PF, com sigilo retirado por André Mendonça, detalha contrato de R 131 milhões e orientações sobre parcelas destinadas ao escritório.
Relatório da Polícia Federal com sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), reúne mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o contrato firmado com o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Nas conversas, Vorcaro classifica o acordo como o “mais importante” entre os contratos que tinha. O documento previa pagamentos que, segundo o relatório, não deveriam sofrer atrasos e envolvia o valor total de R131 milhões.
Mensagens tratam contrato como prioridade
Em uma das mensagens analisadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro afirma que o pagamento ao escritório de Viviane Barci não poderia “atrasar um dia”. A orientação indica que o compromisso era tratado pelo banqueiro como uma prioridade entre as obrigações do Banco Master.
Na sequência da conversa, Vorcaro orienta uma funcionária do Banco Master sobre a forma de realizar os pagamentos. A instrução foi direta: “Pode pagar sempre, sem nota”.
O relatório não informa, no trecho divulgado, quais parcelas foram pagas com base nessa orientação nem detalha a identidade da funcionária que recebeu a mensagem. O documento registra, porém, que as conversas ocorreram em meio à execução do contrato firmado com o escritório.
Orientação sobre parcelas e valor do acordo
Em outro dia, durante o pagamento de mais uma parcela prevista no contrato, Daniel Vorcaro voltou a orientar a equipe sobre a transferência dos valores destinados ao escritório de Viviane Barci.
Dessa vez, o banqueiro recomendou que o pagamento não fosse feito por Pix. Ao justificar a instrução, escreveu: “Não é bom”. A mensagem aparece no relatório ao lado das demais conversas sobre a quitação das parcelas do acordo.
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O contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci totalizava R131 milhões. O relatório da Polícia Federal apresenta as mensagens como parte do material cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal.
Documento foi editado antes da assinatura
Conforme mostrou a CNN, o ministro Alexandre de Moraes chegou a editar o documento antes da assinatura. O contrato, portanto, aparece no material não apenas relacionado aos pagamentos mencionados nas mensagens, mas também a uma etapa de elaboração anterior à formalização do acordo.
As mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro mencionam o escritório de Viviane Barci e as orientações sobre o pagamento das parcelas. O conteúdo também registra a preocupação do banqueiro com o prazo e com o meio usado para transferir os valores previstos no contrato.