Foragidos se entregam no caso de estupro coletivo em Copacabana
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apresentou-se à 12ª DP (Copacabana), no Rio de Janeiro, na manhã da quarta-feira, 4 de março de 2026. Ele era um dos últimos suspeitos envolvidos no crime de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, em 31 de janeiro.
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Simonin chegou à unidade policial acompanhado de seu advogado.
Pouco depois, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos, se rendeu à 54ª DP (Belford Roxo). Com essas entregas, os quatro réus maiores de idade do caso estão sob custódia da Justiça. Na terça-feira, 3 de março, João Gabriel Xavier Berthô na 10ª DP (Botafogo) e Mattheus Verissimo Zoel Martins se entregaram na delegacia de Copacabana.
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Suspeitos serão transferidos para presídio
Todos os acusados serão encaminhados para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. O caso ganhou mais contornos com a revelação de que Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, que exercia o cargo de subsecretário estadual na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro.
Defesa nega a participação de Simonin
A defesa de Vitor Hugo Simonin alega que o jovem estava no apartamento no dia do ocorrido, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido violência contra a vítima. O advogado Ângelo Máximo declarou que o jovem não confessou o crime.
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Novas vítimas e investigações em curso
A investigação, conduzida pela 12ª DP, resultou em uma ação penal aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente. O Ministério Público do Rio de Janeiro ressalta a brutalidade dos atos e a violência física sofrida pela menor.
Em desdobramentos recentes, surgiram duas novas vítimas entre segunda e terça-feira. Uma delas relatou ter sido estuprada por membros do grupo há três anos, aos 14 anos, e que o crime foi gravado e as imagens divulgadas pelos suspeitos.
Outra jovem procurou a polícia para registrar ocorrência por violência sexual contra Vitor Hugo Simonin, prestando depoimento na delegacia de Copacabana acompanhada de sua mãe.
Justiça nega habeas corpus
A Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos de habeas corpus apresentados pelas defesas dos acusados. O processo segue sob sigilo. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na zona sul do Rio.
O delegado da 10ª DP classifica o caso como uma “emboscada planejada”.
A vítima foi convidada por Matheus, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele em Copacabana. No local, enquanto mantinha relação sexual com seu ex-namorado, os outros três rapazes teriam entrado no cômodo. A vítima narrou ter sofrido tapas, socos e um chute na região abdominal, além de ter sido impedida de sair do quarto pelos suspeitos.
Os resultados do exame de corpo de delito indicam que a vítima sofreu violência física, com identificação de hemorragia interna, lesões na região genital, sangue no canal vaginal e manchas nas costas e nos glúteos.
