Vinícius Martinez é exonerado após morte de adolescente em festa do peão em SP

Vinícius Martinez é exoneração como delegado em São Paulo após tragédia que resultou na morte de uma adolescente. Entenda os desdobramentos desse caso polêmico.

(Imagem de reprodução da internet).

Exoneração de Delegado em São Paulo

A exoneração de Vinícius Martinez do cargo de delegado foi oficializada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (8). Ele é acusado de ter causado a morte de uma adolescente durante uma festa do peão. A publicação menciona que o caso está sendo tratado como um processo administrativo disciplinar, resultando na aplicação de penalidade.

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O documento foi assinado pelo governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo (SSP) emitiu uma nota reafirmando seu compromisso com a legalidade e a ética, além de destacar a importância de rigor na apuração de desvios de conduta, não aceitando práticas que sejam incompatíveis com os deveres da atividade policial.

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Detalhes do Caso

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da família da vítima, que informou que ainda não houve um pronunciamento oficial sobre os acontecimentos. O pai de Henry Borel declarou que pretende recorrer do perdão judicial concedido a Monique Medeiros.

Katrina Bormio Silva Martins, uma adolescente de 16 anos, foi atingida por um disparo de arma de fogo efetuado por Vinícius Martinez enquanto aguardava seu pai durante uma festa do peão em Promissão (SP), localizada a cerca de 450 quilômetros da capital paulista, em maio de 2024.

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Apesar de ter sido levada ao hospital, a jovem não sobreviveu aos ferimentos.

Durante as investigações, a SSP informou que o disparo ocorreu enquanto tentavam prender um homem que teria desacatado policiais militares. No entanto, foi constatado que o delegado disparou quatro vezes de maneira “injustificável” durante uma abordagem policial que já estava sob controle.

Vinícius Martinez foi preso em flagrante e sua arma foi apreendida, respondendo por homicídio consumado com dolo eventual, qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo risco que impôs a outras pessoas. Ele passou por audiência no ano seguinte ao crime, em 2025, mas pagou uma fiança de aproximadamente 20 salários mínimos e passou a responder em liberdade.