Vínculos comerciais entre Daniel Vorcaro e familiares de Dias Toffoli revelam polêmicas em investigações do banco Master. Descubra os detalhes dessa conexão!
Conexões familiares entre Daniel Vorcaro, presidente do banco Master, e parentes do ministro Dias Toffoli, do STF, revelam um vínculo comercial relacionado a um resort no interior do Paraná. Essa informação surge em meio às polêmicas sobre a condução das investigações do banco Master pelo próprio Toffoli.
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De acordo com informações confirmadas pela CNN Brasil, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é o único cotista de um fundo que investiu cerca de R$ 20 milhões no fundo Arleen. Este fundo adquiriu participação na Tayayá Administração e Investimento, empresa que possui um resort no Paraná, anteriormente pertencente a primos de Dias Toffoli.
O analista Caio Junqueira, em sua participação no programa Hora H, explicou que os primos do ministro – Mário Umberto Degani, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli – eram os proprietários do resort. A negociação estabeleceu uma ligação financeira indireta entre os familiares do banqueiro investigado e os parentes do ministro.
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A transação ocorreu em 2020, mas os primos venderam sua participação para um único proprietário apenas no ano passado.
O caso se torna ainda mais relevante devido às decisões controversas de Toffoli na condução das investigações sobre o banco Master. Entre as ações consideradas atípicas estão a retirada do processo da primeira instância e a escolha pessoal dos peritos para o caso.
Informações reveladas durante o WW indicam que o ministro passou o réveillon no resort Tayayá, enquanto conduzia por telefone uma acareação e depoimentos de Vorcaro e outros envolvidos no caso, no dia 30 de dezembro. Especialistas apontam que o Código de Processo Civil prevê que laços de amizade ou parentesco em primeiro ou segundo grau podem ser motivos para declaração de suspeição.
A controvérsia aumentou após a Polícia Federal realizar uma operação em que Fabiano Zettel foi preso ao tentar embarcar para Dubai. As dúvidas sobre a imparcialidade de Toffoli na condução do caso crescem à medida que novas conexões entre as partes envolvidas são reveladas.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.