Alerta na diplomacia! Visita de assessor de Trump a Bolsonaro causa choque e investigação. Será que há ingerência nos EUA? Saiba mais!
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manifestou preocupação com a visita de Darren Beattie, assessor do governo de Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2026. A situação levanta a possibilidade de “ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, especialmente considerando o ano eleitoral.
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A informação foi compartilhada com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante uma reunião nesta quinta-feira, 12 de março.
O processo de concessão do visto para Beattie começou com um pedido do Departamento de Estado dos Estados Unidos, enviado ao Consulado-Geral do Brasil em Washington em 6 de março. O objetivo declarado era participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, agendado para 18 de março na Amcham Brasil.
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O governo americano justificou que o assessor não tinha intenção de realizar encontros ou visitas adicionais fora dos objetivos oficiais comunicados.
Vieira esclareceu que o pedido de visita a Bolsonaro nunca foi formalizado pelo Ministério das Relações Exteriores e não houve comunicação sobre o assunto. Ele enfatizou que a ida à sede do ex-presidente, conhecida como “Papudinha”, não se alinha com os objetivos do Departamento de Estado.
A embaixada americana em Brasília solicitou o agendamento de compromissos com o Itamaraty somente após a solicitação da defesa de Bolsonaro.
A embaixada americana informou sobre a chegada de Beattie na tarde da próxima segunda-feira e sua viagem para São Paulo na noite seguinte, com retorno a Washington na noite de quarta-feira (18 de março). O ministro Alexandre de Moraes solicitou informações a Mauro Vieira sobre a agenda diplomática de Beattie no Brasil.
A defesa do ex-presidente Bolsonaro havia solicitado uma mudança na data da visita, inicialmente agendada para 18 de março, para 16 ou 17 de março, devido à “rígida agenda diplomática” do assessor americano.
Darren Beattie é assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele foi recentemente designado para o cargo no governo de Donald Trump (Republicano) e já expressou críticas a Alexandre de Moraes, chamando-o de “coração da perseguição” a Bolsonaro.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.