Via sacra recebe R$ 147,7 milhões para projetos de sustentabilidade

Com 2.400 km de canais navegáveis, a hidrovia interliga áreas de produção aos portos da região Sudeste.

O governo de São Paulo obteve um investimento de R$ 147,7 milhões da Eletrobras para a expansão do canal de navegação de Nova Avanhandava, no trecho paulista da Hidrovia Tietê-Paraná, em Buritama, região Noroeste do Estado. O investimento reforça a infraestrutura hidroviária destinada ao escoamento da produção e incorpora a estratégia estadual de desenvolvimento da logística sustentável.

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O acordo, referente à atividade de 2025, foi formalizado por meio de um contrato de compromisso estabelecido entre a empresa e o governo estadual, com a mediação da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).

A expansão do modal hidroviário é uma diretriz estratégica desta gestão. Trata-se de uma solução de alta eficiência logística, com menor impacto ambiental e forte potencial de geração de valor para a economia estadual, afirma a secretária Natália Resende.

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A alocação dos recursos da Eletrobras é definida pelo governo federal. “Trata-se da materialização de uma política pública que alia sustentabilidade, impacto social e cooperação federativa”, afirmou, em nota, a Eletrobras.

As intervenções em curso no canal de navegação de Nova Avanhandava incluem o desmonte técnico de rochas submersas e a ampliação da calha de navegação, com profundidade final de 3,5 metros e largura de 60 metros, ao longo de 16 km de extensão. A previsão é de remoção de 553 mil metros cúbicos de rochas – volume equivalente a cerca de 600 piscinas olímpicas. A iniciativa também recebe apoio do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

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As obras asseguram maior flexibilidade na operação das Usinas Hidrelétricas de Três Irmãs e Ilha Solteira, removendo conflitos operacionais entre a geração de energia e a navegação fluvial. A intervenção gera cerca de 1.400 empregos e traz benefícios expressivos para os municípios de Buritama, Brejo Alegre e Birigui, garantindo a navegabilidade contínua, mesmo em períodos de estiagem prolongados.

A retomada das obras pelo governo de São Paulo em 2023 interrompia o processo de desmonte, que estava paralisado desde 2019, fato que se tornou evidente nas crises hídricas de 2014/2015 e de 2021/2022, quando os reservatórios atingiram seus níveis históricos mais baixos.

Com um investimento total de R$ 293 milhões, as obras foram iniciadas em 2023 e estão sendo executadas pela Semil, por meio da subsecretaria de Logística e Transportes. A obtenção desse novo financiamento é resultado da articulação institucional conduzida pela secretária da pasta, Natalia Resende, e pelo subsecretário de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim.

Espera-se que, após a conclusão das intervenções até 2026, a hidrovia atinja a capacidade de movimentar até 7 milhões de toneladas por ano, garantindo a permanência da navegação durante períodos de seca.

Com 2.400 km de vias navegáveis, a Hidrovia Tietê-Paraná é fundamental para a logística do agronegócio, ao conectar regiões produtoras aos portos do Sudeste, com redução de emissão de gases de efeito estufa – aproximadamente 20 milhões de toneladas de CO₂ a menos por ano – e maior eficiência no custo de transporte. Existem 30 terminais intermodais que integram os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

O trecho paulista da hidrovia possui 800 km, iniciando na região de Mogi das Cruzes e finalizando no município de Pereira Barreto, percorrendo cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Tietê, Barra Bonita, Ibitinga e Buritama.

Com informações da Agência SP.

Fonte por: Poder 360