Via Láctea engoliu uma galáxia menor há 11,8 bilhões de anos, revelam cientistas
Estudo revela que a fusão da Via Láctea com uma galáxia menor teve um impacto significativo na formação de sua estrutura atual.
Novas descobertas feitas pelo Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, indicam que Netuno pode ter enfrentado uma catástrofe colossal há bilhões de anos. Um objeto do tamanho de Plutão teria invadido o sistema do planeta, resultando em uma série de colisões devastadoras entre suas luas.
O estudo, publicado na revista científica Science na última quarta – feira (29), sugere que esse evento destruiu praticamente todas as luas originais de Netuno. As pequenas luas e os anéis que observamos atualmente teriam se formado a partir dos destroços deixados por essa verdadeira “batalha cósmica”.
Descobertas sobre o fluxo estelar
Pesquisadores também revelaram uma nova descoberta a partir de dados arquivados do Telescópio Espacial Hubble. Eles localizaram um rastro quase invisível de estrelas, que representa o primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular detectado fora da Via Láctea.
Este fenômeno celeste está situado em uma galáxia a aproximadamente 115 milhões de anos – luz da Terra. Trata – se do remanescente de uma densa bola de estrelas que está sendo lentamente desfeita pela gravidade da galáxia hospedeira. À medida que o aglomerado perde estrelas, seus remanescentes formam um longo e estreito fluxo.
A descoberta evidencia como as interações gravitacionais entre galáxias podem moldar a estrutura estelar ao longo do tempo. Os cientistas esperam que esse dado possa ajudar a entender melhor a dinâmica das galáxias e seus aglomerados.
A história da Via Láctea
Em outra pesquisa relevante, cientistas documentaram um evento significativo na evolução da Via Láctea, revelando que ela engoliu uma galáxia menor há cerca de 11,8 bilhões de anos, quando o universo tinha menos de 15% de sua idade atual. Através da observação de aglomerados estelares próximos ao centro da nossa galáxia, foram encontradas evidências desse processo.
Massari, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, afirmou que a fusão foi relativamente pacífica do ponto de vista das estrelas, sem muitas colisões. Contudo, ele destacou que a interação entre os gases das duas galáxias foi mais explosiva e provavelmente gerou a formação de diversas novas estrelas.
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Além disso, Massari mencionou que muitas estrelas originárias da galáxia anã devem estar escondidas nas regiões internas da Via Láctea. Devido à poeira interestelar nessa área, identificar essas estrelas individualmente é bastante desafiador.
A Via Láctea já passou por outras fusões massivas; absorveu uma galáxia cerca de 1,8 bilhão de anos após a fusão com a galáxia menor e vem se fundindo com a galáxia anã de Sagitário nos últimos aproximadamente 6 bilhões de anos. Para Massari, entender essas fusões é crucial para responder à pergunta fundamental sobre nossas origens: “De onde viemos?”