Vettorazzo denuncia que preso citou esquema de propina com PM em negociação de câmera corporal

Vettorazzo expõe esquema bilionário envolvendo propina com PM em negociação de contratos milionários.

MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A vereadora de Missão, Amanda Vettorazzo, denunciou o esquema de propina em uma noite recente e grave: um possível acordo ilegal envolvendo câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Segundo ela, os responsáveis pela oferta se apresentaram como representantes do Oakmont Group— grupo que atua no Brasil da empresa Axon —, fornecedora original das câmeras utilizadas na Polícia Militar paulista (PM). O autor dessa proposta foi identificado por polícia civil como Diego Fernando Oporto Soliz, preso em flagrante sob acusação de corrupção ativa.

A denúncia aponta esquema milionário com propina

Amanda Vettorazzo detalhou o encontro e a natureza dos valores envolvidos durante seu depoimento à imprensa. Segundo ela, os proponentes visavam fechar um contrato estimado em R 60 milhões junto à Guarda Civil Metropolitana.

O objetivo da oferta era garantir esse grande negócio mediante uma porcentagem do valor total: cinco por cento (5%). Em vídeo divulgado pela parlamentar, Diego Fernando Oporto Soliz mencionou explicitamente que havia sido discutido um adiantamento de R 200 mil para “dar só um sinal” sobre essa proposta percentual.

Vittorazzo esclareceu ainda detalhes adicionais no processo investigativo com a Polícia Civil. Ela relatou que o próprio Oportzo Soliz indicaria Wilson como responsável pelo Oakmont Group e quem teria negociado as primeiras taxas quando houve os contratos anteriores das câmeras corporais da PM paulista em parceria com Axon.

Contextos do contrato original até São Paulo

O histórico dos equipamentos levanta questões importantes, pois foi possível notar uma transição de fornecimento para a gestão estadual. A empresa manteve um vínculo contratual de fornecimento de materiais junto ao governo de São Paulo entre 2021 e 2025; nesse período anterior à licitação atualizada pela Motorola o estado havia recebido cerca de R 83,6 milhões anuais por dez mil cento e vinte cinco câmeras destinadas aos policiais militares.

Apesar desse contexto estabelecido com Axon Oakmont Group no passado, Vettorazzo explicou que seu envolvimento inicial começou em Medellín, na Colômbia.

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Em janeiro daquele ano ele mencionaria projetos voltados especificamente à área de segurança pública; posteriormente um assessor dela se reuniu ainda mais vezes com representantes apontados como membros do Oakmont Group localmente — ocasião marcada pela apresentação tecnológica focada nos modelos Body 3 e Body 4.

Resposta das empresas ao caso

Diante dos fatos, o representante legal em nota afirmou que recebeu as alegações “com surpresa” por parte da imprensa. O grupo iniciou imediatamente verificações internas para tentar esclarecer todas as circunstâncias levantadas sobre a possível propina na GCM paulista.

A empresa também fez questão de desvincular seus funcionários dessas ações: segundo comunicado oficial, nem no quadro funcional ou entre representantes do Oakmont Group jamais foi empregada Diego Fernando Soliz e não há registros institucionais apontando qualquer autorização relacionada às condutas denunciadas pela vereadora Vettorazzo neste caso específico.

Investigações continuam em andamento

Enquanto o espaço da Secretaria da Segurança Pública (SSP) permanece aberto para manifestação até esta publicação jornalística, as autoridades seguem investigações. O depoimento prestado por Amanda Vettorazzo à Polícia Civil reforça a gravidade dos fatos: ela capturou um vídeo que registra verbalmente essa proposta de 5% sobre os R 60 milhões do contrato municipal com câmeras corporais na terça – feira mais recente e confirmando ciência quanto ao caráter ilegal.