Veste S.A. alcança melhor resultado em sete anos e surpreende com lucro de R$ 11,4 milhões!
A Veste S.A. surpreende com o melhor resultado em sete anos no primeiro trimestre de 2026, revertendo prejuízos e destacando crescimento nas vendas digitais.
Veste S.A. registra melhor desempenho em sete anos no primeiro trimestre
A Veste S.A., proprietária de marcas como Le Lis e Dudalina, alcançou o melhor resultado para um primeiro trimestre em sete anos. Nos três primeiros meses de 2026, a empresa obteve um lucro líquido de R$ 11,4 milhões, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano anterior.
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A receita líquida ajustada ultrapassou R$ 306 milhões, marcando um crescimento de 14%, impulsionado pela força das marcas e pela ampliação das vendas digitais.
Outro ponto positivo do balanço foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que cresceu 46%, atingindo R$ 68 milhões. De acordo com a companhia, esse resultado é reflexo de uma maior disciplina financeira e do foco em produtos de maior valor agregado, como as linhas de alfaiataria e exclusividade.
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Segmento premium como proteção ao cenário macroeconômico
Em entrevista ao CNN Money, Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A., atribuiu parte do bom desempenho ao perfil do público atendido pelas marcas. “Trabalhamos em um segmento que é mais protegido das movimentações macroeconômicas”, afirmou. Ele destacou que a margem bruta, em torno de 65%, atende a um público com maior poder aquisitivo, que está menos vulnerável a essas flutuações.
Afrange também enfatizou que a estratégia não se limita a oferecer produtos de alto valor, mas busca vender mais a preço cheio. “Promoções excessivas podem canibalizar os próprios produtos da marca”, explicou, ressaltando que o foco na venda a preço cheio proporciona resultados mais consistentes e sustentáveis.
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Crescimento diferenciado entre as marcas do portfólio
O portfólio da Veste S.A. apresentou ritmos de crescimento variados entre suas marcas. A Bobô liderou a expansão com um aumento de 30,7%, impulsionada pela introdução de novas linhas voltadas à exclusividade e sofisticação. A Le Lis, principal marca da companhia, cresceu 13,9%, alinhada ao planejamento da empresa.
A Dudalina, por sua vez, registrou um crescimento de 3% no consolidado, mas Afrange esclareceu que, ao considerar o indicador de same store sales, o crescimento foi de 10%.
Ele explicou que essa diferença se deve a um intenso processo de franqueamento de lojas da marca, que gerou repasses e impactou o número consolidado. “Estamos satisfeitos com as marcas e de acordo com o planejado para este ano”, concluiu.
Endividamento saudável e expansão física estratégica
Afrange também comentou sobre a saúde financeira da companhia. Ele afirmou que o nível de endividamento da Veste S.A. é baixo, situando-se em 0,6 vezes o Ebitda. “A dívida já foi uma preocupação, mas hoje é apenas um ponto de acompanhamento”, disse. “Nossa estrutura de capital está sólida e bem organizada.”
Nesse contexto, a abertura de quatro lojas na expansão do Morumbi Shopping, realizada cerca de um mês antes da entrevista, foi descrita como parte de uma estratégia deliberada de crescimento. Atualmente, a companhia possui 172 lojas próprias e acredita na complementaridade entre os canais físico e digital.
Integração entre lojas físicas e canais digitais
Sobre a estratégia omnichannel, Afrange defendeu que os canais se complementam. “Na nossa visão, um canal vem para complementar o outro”, afirmou. Ele destacou que as lojas físicas oferecem acolhimento e contato direto com a equipe de vendas, enquanto o canal digital proporciona agilidade e conveniência.
Os aplicativos da companhia já representam cerca de 26% das vendas digitais.
Afrange observou que a conversão nas lojas físicas aumentou recentemente, pois os clientes costumam pesquisar previamente pelo site e chegam às lojas já sabendo o que desejam comprar. “Quando você atende o cliente da forma como ele quer, no tempo que ele deseja, esse é o nosso objetivo”, concluiu.