Vereadora expõe acusações graves contra colegas em Pinhais! Jane Carteira sob fogo após declaração polêmica. Representação formal de Miss Preta busca investigação
A vereadora Jane Carteira (Solidariedade) gerou polêmica durante um debate na Câmara de Pinhais, no Paraná, ao afirmar: “Eu entrei aqui por votos, não por cota”. A declaração, que veio em resposta a críticas, reacendeu um debate sobre o cenário político local e a representatividade.
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A vereadora Miss Preta (PT Paraná), uma das mais votadas no município e única parlamentar negra da Câmara, prontamente registrou uma representação formal contra Carteira. O caso também foi encaminhado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, buscando uma investigação aprofundada.
Miss Preta, que também atua como vice-presidente do PT Paraná, descreve o episódio como parte de uma série de ataques que considera orquestrados contra seu mandato. Ela argumenta que a dificuldade em ter seu trabalho reconhecido reflete um sistema legislativo que ainda não está preparado para lidar com a diversidade e a atuação crítica de uma vereadora jovem, negra, que fiscaliza e questiona as decisões da Câmara Municipal de Pinhais.
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Recentemente, a vereadora Preta solicitou a palavra durante a inauguração da Galeria Lilás, mas foi impedida pelo presidente da Câmara, vereador Anderson Pioco (PSD). Além disso, ela relata ter sido alvo de ataques verbais por outro vereador, classificando a situação como violência política de gênero.
O caso se soma a um histórico de denúncias e ameaças sofridas pela vereadora Preta. Em março de 2025, enquanto era pré-candidata, ela denunciou ataques racistas nas redes sociais, repudiando as ofensas e registrando um boletim de ocorrência. Posteriormente, continuou recebendo novas ameaças e ofensas racistas, incluindo mensagens que a comparavam a termos pejorativos e mencionavam o assassinato da vereadora Marielle Franco.
A vereadora Preta enfatiza que o objetivo dessas mensagens é desumanizá-la e reforçar estereótipos racistas, mas reafirma sua determinação em continuar a luta até que os responsáveis sejam punidos.
É importante ressaltar que a legislação eleitoral brasileira não prevê cotas raciais para a eleição de vereadores. O sistema adotado é o proporcional, pelo qual os candidatos obtêm seus mandatos em conformidade com a votação alcançada nas urnas. A vereadora Miss Preta foi eleita com 1.608 votos no pleito municipal de 2024.
Em nota, a vereadora Jane Carteira afirmou que “em nenhum momento” teve a intenção “de ofender ou atingir a vereadora ou qualquer outra pessoa”. Ela justificou sua fala como uma defesa da legitimidade do processo eleitoral, esclarecendo que se referia ao sistema eleitoral vigente e que utilizou novamente a tribuna para corrigir e complementar fala anterior, com o objetivo de evitar qualquer interpretação equivocada sobre sobras eleitorais. Carteira reforçou seu respeito a todos os colegas parlamentares e seu compromisso com a igualdade e o combate à discriminação.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.