Vereador Investigado por Agressão e Falta de Socorro no SP

Vereador sob investigação por violência com animais e omissão grave no SP; risco para vítimas vulneráveis.

Moacir Cova foi eleito com 2.881 votos na cidade de Itu nas eleições municipais de 2024

O vereadorMoacir Cova, do Podemos em Itu, no interior de São Paulo, está sendo investigado por condutas que vão desde disparos e omissão de socorro até uso indevido de armamento público.

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A abertura da investigação visa solicitar a cassação do mandato parlamentar devido à falta de decoro na vida pública. A denúncia foi protocolada pelo colega legislador Thiago Gonçales (PL), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, através do Ofício Legislativo n.° 63/2026, datado dos dias 25 de maio.

Acusações sobre violência em espaços públicos

O documento apresentado por Gonçalves lista diversos episódios que supostamente não condizem com o exercício legal do cargo político. Um exemplo grave citado é um vídeo de circuito interno flagrando Cova atirando contra três cachorros durante uma discussão na via pública.

Nessa mesma ocorrência registrada no ofício há denúncias adicionais: além da crueldade animal e disparos indevidos, teria sido apontada arma para outra pessoa — infração ao Estatuto do Desarmamento —, enquanto idosa desmaiou nas proximidades sem receber qualquer assistência médica ou socorro imediato.

Impacto em vítimas vulneráveis

“Priorizando sua postura de confronto em detrimento do dever humanitário básico”, afirma a peça acusatória. A situação foi agravada pelo fato de um menor precisar ser atendido hospitalarmente devido tanto aos abalos físicos quanto emocionais causados pela cena violenta.

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Para os denunciantes na Câmara Municipal de Itu (SP), essas ações representam uma violação direta não apenas dos estatutos, mas também direitos garantidos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Estatuto da Pessoa Idosa.

Histórico investigativo: Bonde do Moacir até hospitais

A controvérsia envolvendo Cova é recorrente em sua carreira política. O vereador já foi alvo anterior de apurações relacionadas a procedimentos chamados “Bonde do Moacir”, um grupo que recebeu denúncias sérias sobre agressões, torturas ou execuções na cidade de Itu.

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O vereador Moacir Cova, do Podemos em Itu, interior paulista, enfrenta uma investigação que pede a cassação imediata de seu mandato por suposta falta grave na conduta pública.

A denúncia foi formalizada pelo colega Thiago Gonçales (PL), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, através do Ofício Legislativo n.°63/2026,protocolado no dia 25 de maio. O documento lista vários episódios envolvendo o parlamentar.

Acusações sobre violência ou omissão

Entre os fatos apontados estão disparos em via pública, uso indevido de armamento militarizado e casos graves de descaso com a população vulnerável na cidade.

O episódio dos cachorros atirados é um exemplo citado pelo ofício para ilustrar as condutas que não se coadunam ao exercício do mandato político

A denúncia aponta ainda uma ocorrência onde Cova teria filmado tiros direcionados contra três cães durante discussões públicas no local. Nessa mesma ocasião registrada por câmeras internas da segurança foi relatada também o fato de ele ter apontado sua arma armada em direção à pessoa, caracterizando infração tanto ao Estatuto do Desarmamento quanto crime cometido contra animais Além disso, a peça acusatória menciona outra situação na qual idosa desmaiou e caiu; segundo Gonçales, Moacir ignoraria completamente essa mulher sem prestar socorro ou acionar atendimento médico adequado

Impacto legal das omissões

“Priorizando apenas uma postura confrontadora dele no lugar do dever humanitário básico”, afirma ainda o ofício. A gravidade da cena foi tamanha que um menor de idade precisou ser levado para receber atenção hospitalar urgente por conta dos abalos físicos e emocionais causados pelo evento.

Ainda sobre a conduta pública em espaços sensíveis como escolas e hospitais públicos Gonçalves registra situações onde Cova teria entrado repetidamente portando arma, sob justificativa de exercer fiscalização parlamentar.

Pressão na saúde com armamento

O documento aponta até uma servidora municipal afastada do trabalho devido à crise de ansiedade gerada pela tensão causada apenas pela presença constante da figura política armada. Outro episódio citado mostra um vídeo no qual o vereador aparece próximo a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), afirmando que sua vacinação antirrábica estava em dia — mas compareceu mesmo assim para receber nova dose.

Os profissionais e cidadãos interpretaram essa cena como tática, pois aplicam aquela imunização somente quando há necessidade específica; diante desse agente político armado e conhecido por comportamento exaltado seria difícil recusar qualquer procedimento médico.

Tramitação processual após suspensão judicial

O processo formal começou na Câmara Municipal de Itu com aprovação do recebimento da denúncia no Plenário, realizada pelo voto majoritário— oito votos a favor contra dois contrários. Após isso foram definidos os membros que comporiam o corpo Processante oficial em 26 de maio.

Contudo, logo nos primeiros passos houve paralisação dos trabalhos judiciais. Dias depois notificado sobre as acusações Cova impetrou um mandado de segurança (MS), alegando não ter tido acesso integral aos autos processuais.

A Justiça acolhe pedido e retoma processo. O juiz da cidade concedeu liminarmente suspensão ao caso por apontar falhas na organização das páginas do dossiê judiciale; questionou sigilo sem fundamentação legal clara ou a inclusão unilateral de novos fatos.

Com essa decisão, o Plenário Municipal atendeu às determinações judiciais. A Câmara organizou os documentos em questãoretirou qualquer restrição anterior e garantiu à defesa pleno aceso digital dos arquivos para que pudesse exercer seu direito constitucional.

Posicionamento final sobre as regras

A Comissão Processante informou publicamente ter cumprido integralmente todas as ordens emanadas no Mandado de Segurança nº1003040-80.2026.8.26.0286dentro do prazo estabelecido pela Justiça.

Em nota oficial, o órgão esclareceu ainda a todos os envolvidos que está aguardando formalmente um novo período legal da defesa escrita pelo vereador processado para dar seguimento ao rito completo. O texto reafirmou rigorosamente que Cova permanece exercendo seu mandato parlamentar e não há nenhuma decisão jurídica definitiva ou medida restritiva em vigor neste momento.