Vereador do PT Agera Contra Campos em CPI Explosiva em Recife

Vereador do PT abre CPI contra prefeito João Campos em Recife! Denúncia sobre “fura-fila” ganha força e expõe crise no PSB. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Vereador Apoia CPI Contra o Prefeito em Recife

Na segunda-feira, 2, a política de Recife foi surpreendida com a assinatura do vereador governista Osmar Ricardo (PT), presidente do Partido dos Trabalhadores, em apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito João Campos (PSB).

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O pedido se refere ao caso conhecido como “fura-fila”, envolvendo candidatos aprovados em concurso para a Procuradoria-Geral do município.

Mudanças e Alinhamentos Políticos

Horas após a assinatura de Osmar Ricardo, Campos exonerou o secretário Marco Aurélio Filho (PV), que retorna à Câmara do Recife, devolvendo o petista à condição de suplente. A nova secretária-executiva, Diogo Stanley, assumiu a pasta. Osmar Ricardo, que ocupa a 6ª posição entre os candidatos da federação PT-PCdoB-PV na eleição de 2024 como suplente, tinha sido nomeado por Campos no início do mandato, após a nomeação de Marco Aurélio Filho para a Secretaria de Juventude e Direitos Humanos.

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Relações Partidárias e Críticas

O PT, aliado da gestão desde antes da campanha de reeleição, possui duas secretarias municipais: a de Habitação, liderada por Felipe Cury (nome de confiança da senadora Teresa Leitão), e a de Meio Ambiente, encabeçada por Oscar Barreto, irmão de Osmar Ricardo.

O presidente estadual do PT, Carlos Veras, classificou a decisão de Osmar Ricardo como “uma decisão individual do vereador”, enquanto o vice-presidente municipal do PT, Felipe Cury, lamentou a falta de debate dentro do partido, afirmando que o PT “nunca se aliaria ao bolsonarismo”.

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Declarações e Reações

Osmar Ricardo negou alinhamento com o bolsonarismo, justificando sua adesão à CPI como resposta às cobranças dos servidores, que consideraram o ato de Campos um atentado ao serviço público. Em declaração ao Blog Dantas Barreto, o petista expressou descontentamento com Campos, prevendo a derrota do PSB na eleição estadual e afirmando que “tudo o que fiz por ele não vale”.

Ele agora se dedica exclusivamente às suas atividades sindicais, com o Sindsepre em campanha salarial e realizando protestos frequentes em frente à prefeitura.

Arquivamento da CPI e Controvérsias

O pedido de abertura de CPI, que precisava de 13 assinaturas entre os 37 vereadores, foi formalizado pelo vereador bolsonarista Thiago Medina (PL). Além de Medina, Gilson Machado Filho, Fred Ferreira, Paulo Muniz, Felipe Alecrim, Eduardo Moura, Alef Collins, Davi Muniz, Rubem, Alcides Teixeira Neto, Flávia de Nadegi, Jô Cavalcanti e Osmar Ricardo (PT) assinaram o pedido.

No mesmo dia em que o pedido atingiu o número de assinaturas necessárias, o presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), arquivou o pedido, alegando “ausência de relevância mais que nítida”, justificando que a troca de posições entre candidatos concursados já havia sido resolvida internamente.

Reações Finais e Conclusão

Romerinho Jatobá, aliado de Campos, afirmou que a decisão do arquivamento foi técnica, visando evitar um espetáculo político no ano eleitoral. Thiago Medina entrou com recursos para tentar impedir o arquivamento, mas a CCJ, composta por Rinaldo Júnior, Carlos Muniz, Gilberto Alves e Samuel Salazar, aliados de Campos, analisará os pedidos.

João Campos endossou que o pedido de CPI era vazio de conteúdo, e que o presidente da Câmara agiu de forma técnica para não fazer um espetáculo político.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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