Venezuelanos cruzam fronteira com a Colômbia em busca de alimentos e remédios mais baratos

Venezuelanos cruzam a fronteira com a Colômbia em busca de alimentos e remédios, revelando a crise e incertezas que afligem o país. Descubra mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Venezuelanos cruzam a fronteira com a Colômbia em busca de alimentos e remédios

Venezuelanos estão atravessando a fronteira com a Colômbia para comprar alimentos e medicamentos, conforme relatos obtidos na ponte internacional Simón Bolívar, a principal passagem entre os dois países. Os depoimentos indicam que os produtos são mais acessíveis na Colômbia do que na Venezuela, onde muitos medicamentos estão em falta.

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Luciana Taddeo, correspondente na região, observa um fluxo constante de pessoas realizando um “bate e volta” para compras. “Os relatos que temos ouvido aqui mostram que os venezuelanos saem da Venezuela em direção à Colômbia para fazer compras, pois afirmam que os preços lá são mais baixos”, explica.

Incerteza política e econômica

A situação ocorre em meio a incertezas políticas na Venezuela, especialmente após os bombardeios em diversas áreas, incluindo Caracas, no último sábado (3). Os venezuelanos também mencionam filas em supermercados, evidenciando preocupações com possíveis desabastecimentos.

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Uma venezuelana entrevistada relatou que estava indo à Colômbia para sacar dólares enviados por familiares que vivem no exterior. “Ela mencionou que estava buscando dólares na Colômbia para se precaver caso algo aconteça”, destaca a correspondente, ressaltando o clima de apreensão entre a população.

Fronteira sob vigilância

A ponte Simón Bolívar, que separa os dois países, está sob vigilância militar. Apesar do anúncio do presidente colombiano Gustavo Petro sobre a mobilização de 30 mil militares para a fronteira, o comandante local informou que não houve alteração na quantidade de militares na região e que a circulação de pessoas segue normalmente.

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O governo colombiano estabeleceu um comando unificado para lidar com emergências humanitárias, considerando que o país já acolheu cerca de 3 milhões de venezuelanos nos últimos anos, parte dos aproximadamente 8 milhões que deixaram a Venezuela nesse período.

Impacto da migração venezuelana

A migração venezuelana gerou novas dinâmicas sociais e econômicas. Surgiram empregos específicos, como cuidadores de casas vazias, cujos proprietários deixaram o país, e acompanhantes para idosos que ficaram sozinhos após a partida de familiares mais jovens.

“Muitos jovens deixaram a Venezuela em busca de melhores oportunidades, e os idosos ficaram sozinhos. Assim, contratam cuidadores para acompanhar essas pessoas mais velhas, levando-as a passeios ou ajudando nas compras, para que não fiquem isoladas”, explica a correspondente.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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