A Venezuela vive um momento crítico após a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Com Delcy Rodríguez no poder, o futuro do país é incerto!
A Venezuela continua em um estado de turbulência dias após a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas em Caracas. Na segunda-feira, 6 de março de 2026, ambos compareceram ao tribunal em Nova York, onde enfrentaram acusações de tráfico de drogas e porte de armas.
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Durante a audiência, Maduro afirmou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”. A próxima audiência está agendada para 17 de março. Nenhum dos dois está buscando fiança ou libertação imediata.
Na Venezuela, Delcy Rodríguez, uma aliada de Maduro, assumiu a presidência na mesma segunda-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que ainda está no comando e não descartou a possibilidade de uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano, caso o regime não colabore.
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O futuro da Venezuela permanece incerto.
Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, descreveu o envolvimento americano na Venezuela como uma “operação militar em andamento”, apesar de o governo ter classificado a captura de Maduro como uma ação policial. Ele declarou à CNN que os EUA estão utilizando seu controle sobre a economia venezuelana para pressionar o novo governo a atender às demandas de Trump.
Além disso, a Casa Branca não descartou ações contra autoridades venezuelanas. O líder da maioria no Senado, John Thune, mencionou que as questões sobre o cronograma para o controle dos EUA sobre a Venezuela poderiam ser esclarecidas nos “próximos dias”, embora alguns parlamentares duvidem que Trump tenha um plano definido para o país.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anunciou que pretende retornar ao país. Ela revelou que não se comunicou com Trump desde outubro. O ex-presidente e outros membros do governo americano rejeitaram os pedidos para que Machado assumisse a presidência, o que gerou críticas.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, se reunirá com executivos do setor petrolífero nesta semana para discutir a situação na Venezuela. Trump previu que as empresas do setor levarão menos de 18 meses para reconstruir a infraestrutura energética do país.
Washington também planeja interceptar um navio, sobre o qual a Rússia reivindica jurisdição, com o intuito de impor um bloqueio na costa venezuelana.
Trump fez ameaças a outros países que considera não cooperativos. Ele mencionou a possibilidade de ações militares na Colômbia, alertou o México para “se organizar” em relação ao tráfico de drogas e afirmou que os EUA estão prontos para agir.
A situação na Venezuela continua a evoluir, e as próximas semanas serão cruciais para o futuro do país.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.