Vazamento de tecnécio-99 no Ipen gera alerta; entenda os riscos e as medidas adotadas

O vazamento de tecnécio-99 no Ipen levanta preocupações sobre segurança em pesquisas nucleares. Quais medidas estão sendo tomadas para garantir a proteção?

(Imagem de reprodução da internet).

Vazamento de Tecnécio-99 no Ipen em São Paulo

No Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado em um prédio da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, ocorreu um vazamento de traços de tecnécio-99. O incidente se deu durante o manuseio de insumos destinados à produção de materiais para radioterapia, especificamente durante a rotina de fabricação de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m.

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O Ipen informou que o Centro de Radiofarmácia está envolvido em diversos projetos.

Definição e Propriedades Técnicas

O tecnécio-99m (99mTc) é um radionuclídeo produzido artificialmente em reatores nucleares e aceleradores de partículas para finalidades específicas. Este traçador radioativo é amplamente utilizado em exames de medicina nuclear, especialmente na tomografia computadorizada.

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O gerador emite raios gama que são captados por câmeras especializadas, permitindo a visualização da função de órgãos e tecidos, além de detectar irregularidades metabólicas e funcionais em níveis muito baixos.

Aplicações Clínicas

A substância é empregada no diagnóstico por imagem de diversos órgãos, fornecendo informações sobre o estado de doenças e funções teciduais. Entre suas aplicações, destacam-se:

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  • Cardiologia: Avaliação de perfusão cardíaca e infartos.
  • Oncologia: Localização de linfonodos em casos de câncer de mama ou melanoma.
  • Outros órgãos: Imagens da tireoide, rins, ossos, cérebro, pulmões e fígado.

Entenda o Incidente

Traços de tecnécio-99 foram detectados no dia 29 de maio, durante a produção dos geradores mencionados. O material contaminou a vestimenta de um técnico e, posteriormente, o calçado de um segundo operador devido a um resíduo no piso. Exames de “contagem de corpo inteiro” confirmaram que a contaminação foi apenas externa, sem ingestão ou inalação do material, assegurando a ausência de riscos à saúde dos envolvidos.

O incidente foi restrito à área controlada do Centro de Radiofarmácia do Ipen.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) instaurou um procedimento de verificação técnica para avaliar a situação. O Ipen informou que os profissionais envolvidos passaram por retreinamento e que o monitoramento de dose acumulada é uma prática de segurança rotineira na instalação.

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O centro é um dos principais fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde (SUS).