Varejo Brasileiro: Crescimento de 6,5% Impulsionado por R$ 4,32 Bi Investidos
Varejo brasileiro dispara! Investimento de R$ 4,32 bi impulsiona crescimento de 6,5% em 2026. Saiba mais!
Varejo Brasileiro Projeta Crescimento de 6,5% com Investimento de R$ 4,32 Bilhões
Uma nova projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta para um crescimento significativo no setor varejista brasileiro. A entidade estima que o país injetará R$ 4,32 bilhões no varejo, impulsionando o faturamento em 6,5% em comparação com o Mundial de 2022.
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Essa expectativa positiva se baseia em melhorias no mercado de trabalho e na desaceleração da inflação nos últimos quatro anos, fatores que ajudam a equilibrar o cenário de crédito restrito e juros elevados.
Segmentos com Maior Potencial
A distribuição desse investimento por segmento é bastante diversificada. O hipermercado e o varejo de supermercados representam a maior parte das vendas, com R$ 2,97 bilhões, ou quase 70% do total. Vestuário e acessórios devem receber R$ 803,7 milhões, enquanto artigos de uso pessoal e doméstico e informática e comunicação devem movimentar R$ 262,6 milhões e R$ 198,5 milhões, respectivamente.
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A categoria de móveis e eletrodomésticos é projetada para arrecadar R$ 80,2 milhões.
Desafios no Mercado de Eletroeletrônicos
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressalta que o consumo de lazer impulsiona o calendário, mas alerta para o impacto dos altos custos financeiros. Ele observa que, apesar da mobilização em torno do futebol impulsionar o comércio de eletroeletrônicos, o poder de compra do consumidor ainda é limitado devido às condições de financiamento restritivas.
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Desde setembro de 2025, o Brasil tem enfrentado um ciclo de aperto monetário intenso, com juros básicos elevados.
Preços de TVs e Demanda do Consumidor
Apesar da queda de 18,9% no preço médio das TVs entre 2022 e 2026, a procura por Smart TVs no e-commerce ainda está abaixo do esperado em relação ao Mundial do Qatar. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, explica que essa retração reflete a política monetária, com a taxa Selic em 14,5% ao ano, superior aos 12,75% de 2022.
A taxa média de juros para pessoas físicas também ultrapassa os 61% ao ano, em comparação com menos de 50% há quatro anos.
Fatores que Impulsionam o Varejo
Bentes destaca que o fôlego do varejo vem da melhora na renda e no emprego, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE. Entre o segundo trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação caiu de 9,3% para 6,1%, enquanto a massa de rendimento médio real avançou 28,8%.
Além disso, a inflação, que atingia 12,2% em maio de 2022, desacelerou para 4,6% no mesmo período de 2026, permitindo que o faturamento do comércio se concentrasse no consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor.