Avanços revolucionários na vacina universal! Um spray nasal inovador promete bloquear infecções virais e bacterianas por meses. Descubra como!
Um coquetel inovador de substâncias químicas, desenvolvido por uma equipe de especialistas em imunologia, virologia e vacinas, pode se tornar a tão esperada vacina universal. Atualmente em fase experimental, o spray nasal tem o potencial de bloquear infecções virais, como o SARS-CoV-2, e também bacterianas por vários meses.
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Diferente das vacinas tradicionais, que utilizam antígenos de microrganismos invasores, essa nova fórmula combina três ingredientes únicos: dois adjuvantes que ativam o sistema imunológico e uma proteína da clara do ovo, que recruta células T, criando uma defesa multivalente e duradoura.
Os resultados laboratoriais indicam que camundongos tratados com o spray nasal mantiveram seu peso e saúde mesmo após exposição a variantes de coronavírus e Staphylococcus aureus.
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O grupo de controle adoeceu, enquanto os vacinados mostraram resistência significativa e pouca inflamação pulmonar. As vacinas convencionais são geralmente projetadas para combater patógenos específicos, utilizando fragmentos moleculares como um “molde” de chave.
No entanto, a pesquisa liderada por Bali Pulendran, da Universidade de Stanford, busca romper essa lógica ao criar uma fórmula sem antígenos derivados de patógenos, funcionando como uma chave mestra que protege contra uma ampla gama de vírus e bactérias.
A ideia por trás do coquetel imunológico é surpreendente. Em vez de treinar o sistema imunológico para reconhecer um inimigo específico, a nova vacina promove a cooperação entre os dois braços do sistema: o inato, que oferece defesa imediata, e o adaptativo, que proporciona defesa específica e de longo prazo.
Assim, o organismo permanece em estado de alerta geral.
Quando os adjuvantes são aplicados no nariz, eles atuam como um sinal de alerta para os macrófagos, células que habitam os pulmões. Esses macrófagos engolem invasores e destroem células infectadas, além de recrutarem o sistema imunológico adaptativo.
A ovalbumina, uma proteína da clara do ovo, age como um antígeno inofensivo, atraindo e ativando células T de forma inespecífica.
Essas células T, uma vez ativadas, retroalimentam os macrófagos, mantendo-os em estado de vigilância. Os pesquisadores descobriram que, ao usar apenas os adjuvantes, a proteção era temporária. Contudo, ao introduzir a ovalbumina como um alvo falso, a proteção nos pulmões se estendeu por meses.
A proteína do ovo será substituída por uma proteína do coronavírus para oferecer um alvo mais específico.
A ideia da nova vacina surgiu de pesquisas anteriores sobre a imunidade inata duradoura da vacina BCG contra a tuberculose. Estudos mostram que a imunidade inata pode ser prolongada, protegendo anualmente cerca de 100 milhões de bebês contra diversas infecções.
A equipe de Pulendran descobriu que a BCG gera uma resposta inata persistente nos pulmões, onde células T enviam sinais constantes para as células inatas, que atacam qualquer invasor.
Mesmo sem distinguir entre diferentes vírus e bactérias, essa linha de defesa do sistema imunológico protegeu camundongos contra o SARS-CoV-2 e outras infecções. As células T prolongam o estado de alerta, enviando citocinas que mantêm os macrófagos continuamente ativados.
Embora os testes em humanos ainda não tenham começado, Pulendran já imagina um futuro com um spray nasal que proteja contra todos os vírus respiratórios, incluindo covid-19 e pneumonia bacteriana.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.