USP Nega Ligação de Ativista e Reage a Críticas Sobre Israel e Gaza

USP Desmente Vínculo de Ativista com a Universidade e Reage a Declarações Controvertidas
A Universidade de São Paulo (USP) emitiu uma nota oficial na quinta-feira (7), desmentindo categoricamente que Samuel Feldberg seja um de seus professores. A declaração surge em resposta a reclamações recebidas pela Ouvidoria institucional da universidade.
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A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esclareceu que Feldberg nunca fez parte do corpo docente da instituição, e seu vínculo como colaborador com o programa de pós-graduação foi encerrado em 2017.
A USP solicitou formalmente que Feldberg revise suas publicações nas redes sociais e seu currículo na Plataforma Lattes, a fim de eliminar qualquer indicação de continuidade desse vínculo. A controvérsia começou com declarações de Feldberg em um podcast, onde ele expressou a crença de que, se fosse Israel, garantiria que qualquer futura flotilha humanitária destinada a Gaza seria a “última” a partir de qualquer local.
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Essa afirmação gerou críticas e protestos.
Durante o podcast, o diretor acadêmico da ONG sionista StandWithUs Brasil, Samuel Feldberg, foi descrito por outros participantes como um “marketeiro da flotilha” e “general linha dura”. A situação provocou manifestações da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), liderada por Ualid Rabah, que acusou Feldberg de defender ataques mortais a flotilhas e de promover a pena de morte para palestinos que se solidarizam com a Palestina.
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Rabah criticou a ação israelense, considerando-a “benevolente” ao sequestrar ativistas humanitários e submetê-los a tortura.
Sara Vivacqua, jornalista e advogada, argumenta que Feldberg deveria ser investigado sob a legislação brasileira. Ela destaca que a StandWithUs, apesar de se apresentar como uma instituição educacional contra o antissemitismo e em defesa de Israel, busca interferir na atividade legislativa no Brasil.
Vivacqua ressalta que, embora a interpretação da fala de Feldberg exija análise cuidadosa, a afirmação sobre garantir que uma próxima flotilha seja a “última” justifica uma investigação sobre possível incitação à violência extrema, especialmente considerando o contexto de violência estatal e acusações internacionais contra Israel.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



