USP descobre genes que podem prever evolução da hepatite viral e risco de câncer no fígado!

Pesquisadores da USP fazem descoberta revolucionária: genes que podem prever a evolução da hepatite viral e o risco de câncer no fígado! Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Descoberta de Genes Relacionados à Hepatite Viral na USP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram um conjunto de genes que pode indicar a evolução da hepatite viral no organismo. Essa rede de genes, denominada neuroimunoma, estabelece uma conexão entre o sistema nervoso e o sistema imunológico, podendo atuar como um biomarcador para prever a gravidade das lesões no fígado e o risco de câncer hepático associado à infecção pelos vírus da hepatite.

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O estudo, que contou com o apoio da Fapesp, analisou dados de mais de 1.800 amostras de bancos públicos de países como Estados Unidos, Itália, China, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Taiwan. As informações incluíam tecidos do fígado e células sanguíneas infectadas por diferentes tipos de vírus da hepatite.

Integração dos Sistemas Nervoso e Imunológico

Otávio Cabral-Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pesquisa, destacou que a análise revelou que as células de defesa no sangue (leucócitos) de pacientes com hepatite começam a expressar genes normalmente associados ao sistema nervoso.

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Isso sugere uma integração significativa entre esses sistemas, especialmente durante inflamações crônicas como a hepatite.

Utilizando técnicas de aprendizado de máquina, os pesquisadores observaram que, conforme a hepatite viral avança para o câncer de fígado (hepatocarcinoma), há uma desregulação dos genes, com variações na expressão de alguns deles. Adriel Leal Nóbile, cientista de dados e bolsista da Fapesp, afirmou que esse conjunto de genes pode se tornar um biomarcador para monitorar a progressão da doença.

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Impacto da Hepatite e Relações com Saúde Mental

A hepatite é uma doença sistêmica que pode afetar diversos órgãos além do fígado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa enfermidade é a segunda principal causa infecciosa de morte no mundo, resultando em cerca de 1,3 milhão de óbitos anualmente.

Os pesquisadores notaram que genes específicos, como NRG1 e DBH, apresentam alterações progressivas conforme a gravidade do câncer aumenta. O gene DBH, relacionado à produção de noradrenalina, sugere uma conexão entre o estresse e o crescimento tumoral.

Além disso, genes do neuroimunoma também estão associados a condições de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Possíveis Implicações Futuras do Neuroimunoma

Embora o estudo tenha se concentrado em dados de pacientes com hepatite viral, os pesquisadores acreditam que a conexão do neuroimunoma pode ser relevante em outras doenças. Embora não tenha sido analisada a relação entre hepatite, sistema neuroimune e gravidade de condições psiquiátricas, há indícios de uma associação significativa.

Nóbile ressaltou que, no futuro, o neuroimunoma pode servir como um marcador para prever a gravidade da doença hepática e indicar possíveis complicações psiquiátricas, frequentemente observadas em pacientes com hepatite. Isso poderia ajudar a estabelecer uma base biológica para a relação entre esses sintomas e não apenas uma explicação emocional.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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