A demanda por stablecoins no Brasil dispara com a busca por exposição ao dólar! Descubra como esses ativos digitais estão transformando o mercado financeiro
A demanda por exposição ao dólar em ambientes digitais tem impulsionado o uso de stablecoins no Brasil. O país se destaca como um dos principais mercados globais para esses ativos, conforme dados da TRM Labs. Essa tendência reflete a crescente adoção do dólar digital no planejamento financeiro dos investidores brasileiros.
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As stablecoins, projetadas para manter paridade com moedas tradicionais como o dólar, estão se tornando uma alternativa digital para acesso à moeda americana, priorizando estabilidade e liquidez. Entre janeiro e julho de 2025, esses ativos representaram cerca de 30% do volume global de transações on-chain, movimentando mais de US$ 4 trilhões, evidenciando sua importância no sistema financeiro internacional.
Desenvolvidas para mitigar a volatilidade típica do mercado de criptomoedas, as stablecoins deixaram de ser exclusivas para usuários técnicos e agora fazem parte de estratégias de planejamento financeiro. Em um cenário de inflação alta e juros elevados, o dólar digital é visto como uma alternativa complementar pelos investidores brasileiros.
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Esses instrumentos já são amplamente utilizados no meio institucional, principalmente para operações financeiras, pagamentos internacionais e estratégias de reserva de valor, consolidando seu papel como ferramenta adicional no planejamento financeiro.
Entre as stablecoins atreladas ao dólar, o USDC se destaca como uma das principais no mercado global. Lançado em 2018, o ativo é lastreado na proporção de um para um em dólar, posicionando-se como a segunda maior stablecoin em circulação. Cada unidade emitida é respaldada por reservas equivalentes mantidas em caixa ou em títulos de curto prazo do governo dos Estados Unidos.
As informações sobre essas reservas são divulgadas mensalmente em relatórios auditados por firmas independentes, como a Grant Thornton, garantindo transparência e governança. O USDC é emitido pela Circle e está disponível em mais de 190 países.
Além de preservar valor, o dólar digital também é utilizado como ferramenta para geração de rendimento. Em plataformas reguladas, os usuários podem manter saldo em stablecoins com liquidez imediata e obter retorno anual, sem a necessidade de bloquear os recursos ou participar de estruturas financeiras complexas.
Na Coinbase, por exemplo, o USDC oferece rendimento anual de até 7% nos primeiros US$ 30 mil, permitindo movimentação a qualquer momento. Para valores superiores, a remuneração é menor, mas mantém a mesma lógica de liquidez. O retorno é em dólar e sujeito à variação cambial, com a opção de receber recompensas em USDC ou Bitcoin.
No Brasil, a busca por rendimento geralmente se concentra em produtos de renda fixa, como poupança e CDBs, que apresentam baixo risco e ampla aceitação. No entanto, o desempenho desses instrumentos é influenciado pela inflação local e pela política monetária.
Por outro lado, o USDC oferece uma combinação de exposição ao dólar e rendimento, embora não tenha garantias como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os riscos associados incluem o emissor do ativo, as condições de mercado e a variação cambial, reforçando seu caráter complementar em estratégias de diversificação.
A expansão das stablecoins e dos produtos vinculados ao dólar digital sinaliza uma mudança no sistema financeiro global. Com o avanço conjunto da tecnologia e da regulação, esses ativos são avaliados não apenas pela inovação, mas também por critérios como transparência, liquidez e segurança institucional.
Assim, o debate sobre ativos digitais evolui, deixando de se concentrar apenas em riscos e especulação, e passando a incluir aspectos como acesso, previsibilidade e integração ao mercado global, fatores que se tornam cada vez mais relevantes na vida financeira dos brasileiros.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.