US Open: nova nº 1, Rybakina vira sobre Gauff e terá tira-teima com Sabalenka

A decisão de sábado, às 16h, em Brasília, será o terceiro encontro entre Rybakina e Sabalenka em finais de Grand Slam e pode desempatar o duelo.

Elena Rybakina comemora vitória sobre Coco Gauff na semifinal do US Open

A cazaque Elena Rybakina, nova número 1 do mundo na WTA, derrotou a norte – americana Coco Gauff de virada por 3-6, 6-4 e 6-4 nesta quinta – feira (11), no estádio Arthur Ashe, em Nova York. Com o resultado, ela alcançou pela primeira vez a final do US Open.

Na decisão, marcada para sábado (12), às 16h (de Brasília), Rybakina enfrentará a bielorrussa Aryna Sabalenka. O confronto será o terceiro entre as duas em uma final de Grand Slam e poderá desempatar o retrospecto particular em decisões.

Rybakina supera Gauff em jogo de viradas

Coco Gauff saiu na frente ao vencer o primeiro set, mas Rybakina reagiu e levou a partida para a terceira parcial. A cazaque chegou a sacar para fechar o duelo quando vencia por 5-3 no set decisivo.

A norte – americana, campeã em 2023, resistiu e conseguiu quebrar o serviço da adversária. O empate, porém, durou pouco: Coco Gauff vacilou no saque na sequência, e Rybakina aproveitou a oportunidade para confirmar a vitória.

A reação da cazaque frustrou o público local, que tentava empurrar a jovem norte – americana nos minutos finais. Fria nos pontos decisivos, Rybakina garantiu a vaga inédita na decisão do torneio.

Final reedita rivalidade entre Rybakina e Sabalenka

Rybakina e Sabalenka já haviam se encontrado em duas decisões, ambas no Australian Open. Em 2023, a bielorrussa venceu por 4-6, 6-3 e 6-4 e conquistou, aos 24 anos, seu primeiro título de Grand Slam.

A revanche ocorreu neste ano de 2026. Rybakina virou o placar e derrotou Sabalenka por 6-4, 4-6 e 6-4, faturando seu segundo Grand Slam. Assim, cada uma venceu uma das duas finais anteriores entre elas.

Leia também

O duelo em Nova York, portanto, vale o desempate direto em decisões de Slam. Também coloca frente a frente duas metas distintas: Sabalenka busca o tricampeonato seguido no US Open, enquanto Rybakina tenta conquistar seu terceiro título de Grand Slam.

Disputa pelo título não muda liderança do ranking

Mesmo que conquiste novamente o US Open, Sabalenka não poderá recuperar a liderança do ranking feminino. Ela defende os 2.000 pontos obtidos pelo título de 2025 e, por isso, uma nova vitória apenas reporia essa pontuação.

Rybakina, por outro lado, tinha poucos pontos a defender, pois havia parado na 4ª rodada em 2025. Com a semifinal, a vantagem construída pela cazaque ficou grande demais para ser alcançada por Sabalenka, ainda que a bielorrussa vença a decisão.

O tricampeonato faria Sabalenka igualar Serena Williams, campeã do US Open em 2012-2014, como única tricampeã seguida do torneio na Era Aberta. Para Rybakina, o título também significaria vencer os dois majors de quadra dura da temporada, Austrália e US Open, no mesmo ano — feito alcançado por apenas seis mulheres desde 1988.