Reunião entre Ursula Von der Leyen e Donald Trump não está agendada
Olof Gill, porta-voz de Comércio da União Europeia, declarou nesta segunda-feira (19) que não há encontros programados entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, que ocorre esta semana.
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Gill enfatizou que a relação entre Bruxelas e Washington continua focada na contenção das tensões recentes. “Nossa prioridade é o diálogo, não a escalada”, afirmou durante uma coletiva de imprensa. Ao ser questionado sobre a resposta da Europa às novas ameaças tarifárias dos EUA relacionadas à Groenlândia, ele mencionou que “autoridades europeias estão discutindo retaliações às novas tarifas”, mas garantiu que os contatos bilaterais permanecem ativos.
Contatos contínuos e medidas de defesa
De acordo com Gill, “os contatos com os EUA continuam em todos os níveis, incluindo políticos e comerciais”, e o bloco europeu está comprometido em evitar um desfecho negativo. “Estamos tomando todas as medidas possíveis para evitar um cenário adverso”, acrescentou.
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O porta-voz também destacou que a UE mantém disponíveis seus instrumentos de defesa comercial. “As opções de defesa comercial do bloco nunca saíram da nossa mesa”, afirmou, ressaltando que a União Europeia está preparada para se defender de ameaças comerciais.
Suspensão de tarifas e novos acordos comerciais
Gill confirmou que a suspensão das tarifas retaliatórias aprovadas em 2025, que afetam 93 bilhões de euros em produtos americanos, expirará em 7 de fevereiro, podendo ser reativadas a partir dessa data. Essas tarifas foram inicialmente aprovadas pela UE, mas congeladas após um acordo comercial com os EUA.
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Contudo, no último fim de semana, a UE indicou que pode adiar a ratificação desse pacto.
Além das negociações com os EUA, Gill mencionou que o bloco está buscando diversificar suas parcerias. Ele afirmou que a UE “está no caminho para fechar um grande acordo comercial com a Índia”, reforçando a estratégia de ampliar mercados e reduzir vulnerabilidades externas.
