Universalização do saneamento é pagar dívida histórica, diz CEO da Sabesp

CEO da Sabesp afirma que maior desafio é transformar recursos financeiros em obras e serviços para a população.

Carlos Piani, presidente da Sabesp

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, afirmou nesta terça – feira (15) que a universalização do saneamento básico é a “grande prioridade” da companhia. Para ele, garantir o acesso da população aos serviços essenciais representa “pagar uma dívida histórica com aquele que ficou desassistido”.

A declaração foi feita durante o evento CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033, realizado em São Paulo.

Piani destacou que as pessoas mais vulneráveis e os moradores da área rural são os que mais precisam desses investimentos. O Marco Legal do Saneamento Básico estabeleceu que o país precisa atingir a universalização dos serviços até 2033. A meta é que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% conte com coleta e tratamento de esgoto.

O desafio de transformar capital em obra

O executivo da Sabesp disse que o grande obstáculo não está apenas em ter recursos financeiros. “O desafio é transformar capital em obra e prestação de serviço. Não é só ter o recurso disponível, é colocar toda a cadeia para funcionar”, afirmou.

Ele citou a necessidade de engajar desde a concessionária até os fornecedores, o regulador, as prefeituras com suas autorizações, os órgãos ambientais e os fabricantes.

Piani classificou o processo como “bastante complexo” e que exige um planejamento detalhado, além de uma rotina constante de acompanhamento. “Para que possa alcançar a tão almejada, não só a universalização, mas a segurança hídrica nos próximos anos”, completou.

O evento teve como ponto de partida um dado preocupante: faltam 37 anos para o prazo estabelecido pela própria legislação, que fixou a meta para 2033.

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Segurança hídrica na região metropolitana

O presidente da Sabesp também abordou a situação específica de São Paulo. “São Paulo tem uma questão crônica de desbalanço entre a oferta e a demanda de água”, afirmou. Ele explicou que a região metropolitana, principalmente a capital, cresceu antes que a infraestrutura necessária fosse construída.

Piani disse que a empresa já tem um plano para fechar essa lacuna. “Temos um plano de fechar essa lacuna e ter a infraestrutura necessária para o consumo per capita aqui da região”, concluiu. O evento CNN Talks Infra Saneamento reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir os desafios do setor no caminho até 2033.