Transporte Irregular de Vítrias Virais em Universidades
Uma investigação do Fantástico revelou que pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram transportadas de forma irregular entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conforme apurado no domingo, 29 de março de 2026. O material, proveniente de um laboratório de biossegurança NB-3, foi levado para outras unidades da instituição.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A lista de vírus identificados inclui variantes de dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr e coronavírus humano, além de 13 tipos que afetam animais. A apuração detalhou que o caso começou a ser investigado em 13 de fevereiro de 2026, após uma pesquisadora identificar o desaparecimento de caixas contendo amostras biológicas.
Detalhes da Investigação
Nos dias 24 e 25 de fevereiro, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller foi visto entrando e saindo do laboratório em horários incomuns, carregando objetos. Imagens de câmeras de segurança confirmaram que o casal frequentava o local desde novembro, inclusive em momentos de isolamento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O caso foi comunicado à diretoria do Instituto de Biologia em 3 de março de 2026 e encaminhado à reitoria dez dias depois.
A universidade acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Polícia Federal, devido ao risco à biossegurança. Em 21 de março de 2026, a Polícia Federal realizou buscas na Unicamp e na residência dos suspeitos. Parte do material foi encontrada em um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos.
LEIA TAMBÉM!
Desenvolvimentos e Consequências
Após a operação, a professora Soledad Palameta Miller teria ido a outro laboratório e descartado amostras biológicas, além de alterar rótulos e identificações. Apesar da gravidade da situação, a direção do Instituto de Biologia afirmou que não há risco generalizado de contaminação, desde que os materiais permaneçam armazenados adequadamente, em recipientes vedados e sob congelamento.
Soledad foi presa, mas liberada provisoriamente, e deve responder por transporte irregular de organismo geneticamente modificado, fraude processual e por expor a perigo a saúde pública.
Os investigados não foram localizados. O Poder360 enviou e-mail à Unicamp, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. A atualização do texto ocorrerá caso haja manifestação.
