A União Europeia avança na aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul, após 26 anos de negociações. Expectativas aumentam para janeiro!
A União Europeia está se aproximando da aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul, que vem sendo negociado há 26 anos. Recentemente, reuniões em Bruxelas geraram otimismo entre os representantes sul-americanos, conforme relataram fontes do governo brasileiro à CNN Brasil.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As discussões visam destravar a assinatura do tratado, e há expectativa de que Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, viaje ao Paraguai na próxima semana para formalizar o acordo. Na quarta-feira (7), ministros da agricultura da UE se reuniram em Bruxelas, onde discutiram recursos para pesquisas, reservas para crises de mercado e a redução de taxas para fertilizantes, em uma tentativa de atender às demandas dos agricultores europeus.
Com as políticas visando diminuir a resistência dos agricultores, a Itália apresentou uma última exigência para aprovar o acordo: a redução do percentual necessário para ativar salvaguardas no tratado entre Mercosul e UE. Esse mecanismo permite que a UE suspenda temporariamente as preferências tarifárias para produtos agrícolas sensíveis, como aves e carne bovina, caso as importações sejam prejudiciais aos produtores locais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com o acordo, se as importações desses produtos aumentarem em média 8% ao longo de três anos, a UE poderá iniciar uma investigação sobre a necessidade de medidas de proteção. A possibilidade de assinatura do tratado deve ser mais clara após a reunião dos ministros de Relações Exteriores da UE, agendada para sexta-feira (9).
Apesar da frustração pela não assinatura até o momento, os países sul-americanos deixaram a Cúpula do Mercosul com a esperança de que a formalização do acordo ocorra em janeiro. Essa expectativa foi impulsionada pela promessa da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de convencer os agricultores do país a apoiar o tratado.
A Itália desempenha um papel crucial na aprovação do acordo. Sem o apoio de Meloni, não haveria votos suficientes para barrar a assinatura. Para que a oposição ao acordo tenha sucesso, é necessário que represente pelo menos 35% da população da União Europeia, o que impediria a aprovação no Conselho Europeu, que reúne os líderes do bloco.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.