A União Europeia ratifica acordo histórico de livre comércio com o Mercosul, prometendo reconfigurar o comércio global e abrir novos mercados.
A União Europeia confirmou, nesta sexta-feira (9), o acordo de livre comércio com o Mercosul durante uma reunião em Bruxelas. O comunicado destaca que esses acordos marcam um passo significativo na longa relação da UE com os países do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quando entrar em vigor, o acordo criará um novo quadro para o diálogo político, a cooperação e as relações comerciais.
Após o anúncio, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, anunciou no X (antigo Twitter) que a assinatura do acordo ocorrerá no próximo sábado (17). Ele afirmou: “Após mais de 30 anos de negociações, assinaremos um acordo histórico e o mais ambicioso entre os dois blocos no dia 17 de janeiro, no Paraguai”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Antes da conclusão formal do acordo, é necessária a aprovação do parlamento europeu, onde a maioria simples dos votos é exigida para a aprovação do texto. O novo acordo só entrará em vigor após a ratificação por todos os Estados-Membros da União Europeia e as partes do Mercosul, mantendo-se o regimento atual até a oficialização do novo.
Ratificado nesta sexta-feira, este é o maior acordo comercial já firmado pela UE, com potencial para provocar uma significativa reconfiguração no comércio agrícola global. O Mercosul se compromete a eliminar tarifas sobre 91% das exportações da União Europeia, incluindo automóveis, ao longo de 15 anos.
Por sua vez, a UE eliminará gradualmente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul em até dez anos.
O acordo também oferece uma alternativa à dependência da China, especialmente em relação a minerais críticos como o lítio, essencial para baterias, garantindo isenção de impostos sobre a exportação da maioria desses materiais. Na reunião em Bruxelas, o apoio da Itália foi crucial para que o Conselho conseguisse a maioria necessária para a aprovação.
Além de abrir novos mercados, o tratado é considerado fundamental para diversificação comercial, especialmente em um cenário onde a China, principal destino da carne bovina brasileira, começa a impor limites às importações. O acordo representa uma oportunidade para ampliar exportações com maior valor agregado para um mercado mais sofisticado e previsível.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.