UnDF: Greve de 48 dias termina com acordo histórico e novos desafios na UnB
Greve na UnDF: 48 dias de luta chegam ao fim! Professores e estudantes retomam atividades após acordo histórico com Fernanda Marsaro e Governo do Distrito
Professores e Estudantes Encerram Greve na UnDF Após 48 Dias
Após 48 dias de paralisação, a comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) chegou a um acordo para encerrar a greve. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada nesta quinta-feira (7) e marca um momento importante para a retomada das atividades, previstas para a próxima terça-feira (12), após a assinatura de um termo de acordo com a nova reitora, Fernanda Marsaro dos Santos, e o Governo do Distrito Federal.
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O acordo representa um avanço nas reivindicações da universidade, embora a categoria reconheça que algumas questões prioritárias ainda necessitam de tratamentos mais aprofundados. A expectativa é que uma mesa permanente de negociação, em conjunto com Grupos de Trabalho (GTs) específicos, possa abordar pendências administrativas e políticas, buscando soluções definitivas.
Pontos Chave do Acordo e Desafios Persistentes
Para docentes e estudantes, a abertura do diálogo com a nova gestão foi fundamental. No entanto, o Sindicato dos Docentes da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF) ressaltou a importância de avanços urgentes. O presidente do sindicato, Louis Blanchet, destacou a necessidade de agilizar a composição dos Conselhos Superiores, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e a suspensão imediata das eleições para Reitoria, com revisão das irregularidades no processo.
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Além disso, o dirigente sindical enfatizou a importância de discutir o calendário de reposição das aulas e a organização dos espaços físicos, buscando evitar o esvaziamento do Campus Norte. A estruturação dos colegiados e coordenações de curso também é vista como essencial para evitar a centralização de decisões no Poder Executivo.
Mobilização Estudantil e Persistência na Luta
A vice-presidente do SindUnDF, Kissila Mendes, avaliou o saldo da greve como positivo, destacando o alto índice de mobilização e sindicalização da categoria. Ela ressaltou que a pauta inicial, que não incluía a exoneração da reitora, foi considerada um ponto de partida útil para iniciar os diálogos, o que não era possível com a gestão anterior.
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A luta salarial e a garantia de participação nas eleições também continuam sendo prioridades.
O movimento estudantil, por meio do Diretório Central Acadêmico (DCA), expressou otimismo com o diálogo aberto, mas reafirmou o compromisso de continuar na luta, especialmente contra o aluguel milionário do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
A presidente do DCA, Bárbara Oliveira, alertou para a importância de garantir a autonomia da universidade e a qualidade da assistência estudantil.
Desafios e Perspectivas Futuras
Apesar do acordo, os estudantes planejam manter a articulação contra gastos com estrutura privada e defender a ampliação da assistência acadêmica. A crítica ao IESB, que aluga prédios para a UnB, persiste, com a comunidade acadêmica defendendo a construção de sedes próprias e o fortalecimento da assistência estudantil.
O acordo prevê a criação de um Grupo de Trabalho para revisar a Lei nº 6.969/2021, tratando de temas como carga horária docente e controle de frequência por meio do Plano Individual de Trabalho (PIT).
A comunidade acadêmica espera que a formalização dos compromissos e a atuação dos GTs garantam a retomada das atividades em condições adequadas, com respeito aos direitos dos professores e estudantes.