Greve na UnDF paralisa a universidade! Docentes exigem 10% salários e fim da evasão. Reivindicações chocam e expõem denúncias contra o Iesb. Saiba mais!
Na quinta-feira, 12 de julho de 2026, os docentes da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) se reuniram em assembleia geral para discutir a greve da carreira, convocada pelo Sindicato dos Docentes da UnDF (SindUnDF).
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O principal objetivo da mobilização é reivindicar um aumento de 10% no salário-base e 60% na gratificação por magistério, além da redução do tempo de carreira para 20 anos, atualmente fixado em 25.
A professora Suelen Gonçalves, representante dos docentes, destacou que a remuneração dos professores da UnDF é a segunda mais baixa do Distrito Federal, ficando atrás apenas da carreira do ensino fundamental. Essa situação tem contribuído para uma alta taxa de evasão de professores da magistratura, com muitos profissionais desistindo da carreira ou sendo exonerados.
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Segundo ela, o problema vai além da docência, impactando a instituição como um todo.
Em fevereiro de 2026, o SindUnDF organizou uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, para exigir a reestruturação da carreira dos professores. Durante o protesto, os docentes decidiram suspender as atividades acadêmicas como forma de pressionar a administração da universidade.
A situação demonstra a crescente insatisfação da comunidade acadêmica com as condições de trabalho e salários.
A assembleia também abordará a questão de um contrato polêmico envolvendo o Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). O sindicato denuncia possíveis irregularidades na contratação de um imóvel na QNN 31, em Ceilândia Norte, para abrigar o novo campus da universidade.
A escolha do imóvel, feita por meio de contratação direta sem licitação, gerou críticas e questionamentos sobre o uso de recursos do Fundo da Universidade do Distrito Federal (FunDF) e a falta de consulta à comunidade acadêmica.
A inauguração do novo campus, prevista para o início da semana, foi cancelada de última hora, sem que a gestão da universidade comunicasse a data do evento. O SindUnDF criticou a gestão, acusando-a de fomentar a fragmentação da comunidade universitária e de agir em seus próprios interesses, negligenciando as necessidades dos alunos dos campi Norte e Samambaia.
A situação expõe tensões e desafios enfrentados pela instituição.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.