UnDF e estudantes em confronto judicial! Justiça ajuíza ação para retomar campus Norte. Reunião, ameaças e denúncias chocam. Saiba mais!
A Universidade do Distrito Federal (UnDF) deu o pontapé inicial em uma disputa judicial complexa, movendo ações na Justiça para garantir o acesso ao seu campus norte. A medida, tomada nesta sexta-feira (20), busca autorização para utilizar força policial e, se necessário, arrombar as instalações para remover os manifestantes que ocupam o local desde o dia 18 de março.
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A universidade argumenta que a ocupação é ilegal e está prejudicando o funcionamento normal das atividades educacionais.
A reitoria da UnDF detalhou que tentou resolver a situação por meio de um grupo de trabalho, mas os estudantes impuseram a condição de destituição da gestão como pré-requisito para a desocupação do campus. A administração também levantou suspeitas de que o movimento possui motivações políticas.
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A situação se agrava com a crescente resistência e denúncias de práticas autoritárias por parte dos manifestantes.
Em contrapartida, o movimento estudantil questiona a versão apresentada pela UnDF. Bárbara Oliveira, presidente do Diretório Central Acadêmico (DCA) Ponta de Lança, critica a gestão como “autoritária”, acusando a reitoria de quebrar acordos de negociação.
Segundo ela, reuniões previamente agendadas foram canceladas após uma desocupação parcial do prédio, que os estudantes entregaram limpo conforme prometido.
Oliveira também denunciou a remoção agressiva de materiais informativos do movimento pela prefeitura universitária. A greve estudantil, que se intensificou, tem como base denúncias de precarização estrutural, incluindo um passivo de R$ 219 milhões apontado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
A situação se complica com a adesão dos professores, que iniciaram uma greve por tempo indeterminado.
A greve dos professores da UnDF, representada pelo Sinpro-DF, exige a reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho. A categoria também critica a falta de planejamento na transferência de cursos para Ceilândia, questionando o impacto dessa medida na autonomia universitária.
As reivindicações se estendem à nomeação de aprovados em concurso e ao fim da precarização dos contratos temporários.
O ponto central do conflito reside na transferência de cursos para uma unidade alugada do Centro Universitário Iesb, em Ceilândia. Estudantes de Planaltina e Sobradinho alertam para o risco de “exclusão educacional indireta”, devido ao aumento no tempo de deslocamento e nos custos de transporte.
A reitoria justifica a mudança como uma estratégia de expansão para atender à região mais populosa do Distrito Federal.
A comunidade acadêmica, no entanto, questiona o uso de recursos públicos para pagamento de aluguel, em vez de investimento em infraestrutura própria. O movimento OcupaUnDF afirma que permanecerá mobilizado até que haja uma abertura efetiva para o diálogo.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.