Um Ano do Segundo Mandato de Donald Trump
O segundo mandato de Donald Trump completou um ano nesta terça-feira (20), um período repleto de mudanças e disputas comerciais que impactaram o cenário econômico global. Desde o início, Trump adotou medidas polêmicas, começando com ações significativas logo após assumir o cargo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As tensões comerciais, especialmente com a China, foram intensas até que ambos os países iniciaram negociações. Em abril de 2025, Trump ampliou os pacotes de tarifas, abrangendo diversos países, incluindo o Brasil e nações da União Europeia. Em julho, o Senado dos EUA aprovou novas medidas relacionadas a essas tarifas.
Análise do Primeiro Ano
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, avaliou o primeiro ano de mandato de Trump, destacando um paradoxo. “Temos dois elementos importantes que mostram algo curioso. De um lado, a lista de eventos traz à tona a incerteza. Muitas ações impactantes para a economia, especialmente em relação às tarifas”, afirmou Igliori.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por outro lado, ele observou que os indicadores econômicos apresentam uma narrativa diferente. “A inflação não convergiu para a meta, mas também não disparou. A taxa de desemprego aumentou, porém permanece em níveis baixos. A taxa de juros está em queda e o PIB deve crescer acima de 2%”, completou.
Desafios Institucionais e Tensão com o Fed
Um dos pontos mais preocupantes desse primeiro ano foi o confronto de Trump com instituições dos EUA, especialmente com o Federal Reserve. Em julho de 2025, após meses de críticas públicas, a situação se intensificou em agosto, envolvendo um membro do conselho do Fed, resultando em um embate judicial sobre a independência da autoridade monetária.
LEIA TAMBÉM!
Outro marco desse período foi o fechamento do governo, o mais longo da história americana, que levou a demissões em massa no serviço público. Em janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram um ataque à Venezuela, enquanto um cidadão americano permanece detido no país.
Impactos Econômicos e Perspectivas Futuras
Um dos efeitos mais notáveis das políticas de Trump foi a desvalorização do dólar globalmente. Igliori relaciona isso à incerteza institucional e ao uso da posição hegemônica dos EUA. “Muitos começaram a retirar recursos dos Estados Unidos e diversificar geograficamente, resultando na queda do dólar. É provável que essa dinâmica persista em 2026”, afirmou.
A autonomia do Federal Reserve continua a ser um ponto crítico para o futuro próximo, especialmente com o término do mandato de Powell previsto para maio. “A questão agora é quem substituirá Powell e se essa pessoa estará disposta a representar a Casa Branca dentro do Banco Central”, alertou o economista.
