Uerj em greve histórica: docentes exigem recomposição salarial e orçamento urgente!

Uerj em greve! Docentes invadem Palácio da Guanabara e exigem salários e orçamento. Reunião com governo é o foco da categoria!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A partir desta quarta-feira (25), os docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) iniciaram uma paralisação das atividades, impulsionada por uma série de reivindicações que incluem a recomposição salarial e a necessidade de um orçamento universitário mais adequado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação é vista como crítica, com uma década sem negociações significativas e um acúmulo de perdas inflacionárias que afetaram o poder de compra dos professores. Segundo Leonardo Kaplan, vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), a decisão de entrar em greve foi tomada devido à ausência de diálogo por parte do governo estadual.

A paralisação representa um momento de grande tensão, considerando que a última greve docente na instituição ocorreu há dez anos. A categoria busca reverter um cenário de dificuldades financeiras e de direitos, que se intensificaram com a revogação do adicional por tempo de serviço, um benefício concedido a servidores que completavam triênios de serviço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os professores exigem o pagamento das parcelas da recomposição salarial acordadas em 2021, que ainda não foram efetivadas.

Ato Público e Ampliação do Diálogo

Para demonstrar a força da mobilização, servidores da Uerj participaram de um ato público em frente ao Palácio da Guanabara, em Laranjeiras. O evento reuniu centenas de docentes e representou um esforço para ampliar o diálogo entre diferentes setores da sociedade, incluindo movimentos sociais e sindicatos.

LEIA TAMBÉM!

Apesar de terem entregue um ofício formal solicitando uma reunião com o governo, a categoria não obteve resposta.

A paralisação também se conecta a outras questões relacionadas à gestão da universidade, como a necessidade de recompor o orçamento, que tem sido historicamente subfinanciado. A Constituição estadual determina que a Uerj receba 6% da receita corrente líquida, mas essa porcentagem não tem sido cumprida, o que impacta diretamente a qualidade do ensino e da pesquisa.

Contexto Político e Investigações em Curso

A situação na Uerj se desenrola em um contexto político complexo, marcado por investigações envolvendo o ex-governador em exercício, Cláudio Castro, e irregularidades na Fundação Ceperj. O TSE cassou o mandato de Castro nesta terça-feira (24), por conta de um esquema de corrupção que envolveu a contratação de milhares de pessoas e o desvio de recursos públicos.

O caso também envolve outros membros do governo e está sendo investigado por suspeitas de utilização de recursos desviados nas eleições de 2022.

Além disso, a universidade enfrenta outros problemas financeiros, como um déficit orçamentário que se mantém constante ao longo dos anos, apesar do crescimento do corpo docente e da expansão das instalações. A situação é agravada por investigações em andamento envolvendo o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Bserj), que teria sofrido prejuízos de bilhões de reais devido a irregularidades na gestão de fundos públicos.

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em fevereiro por suspeitas de envolvimento nesses desvios.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

Sair da versão mobile