Uefa busca rival viável para derrotar Infantino na eleição da Fifa em 2026
Uefa afirma que candidato para enfrentar Infantino em 2026 não precisa ser europeu, mas deve ter plano de reformas.
A vice – presidente da Uefa, Laura McAllister, afirmou nesta quarta – feira (16) que a entidade europeia segue firme na busca por um candidato capaz de derrotar Gianni Infantino na eleição da Fifa, marcada para março de 2026. Em entrevista à Reuters durante a Cúpula Mundial do Futebol, em Madri, ela rejeitou a ideia de que a oposição ao atual presidente perdeu força.
McAllister deixou claro que o candidato não precisa ser europeu, mas tem que ter um programa sólido de reformas e condições de unir as confederações.
Segundo a executiva, que falou após a reunião do Comitê Executivo da Uefa em Tessalônica, a campanha por mudanças não é um desejo vago — há um plano concreto em andamento. “Sempre soubemos que as coisas não mudariam da noite para o dia”, disse. “Sabíamos que haveria resistência à mudança.
Estamos avançando passo a passo, tanto no plano jurídico quanto no contexto político, com um candidato alternativo.”
Oposição a Infantino ganhou corpo após fracasso de plano bilionário
O suíço – italiano Gianni Infantino, de 56 anos, enfrenta o maior desafio à sua liderança desde que a proposta de vender até 20% das competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados naufragou. O plano gerou forte rejeição, e a Uefa esteve entre as entidades que pediram mudanças na cúpula da entidade máxima do futebol.
Várias federações nacionais europeias já retiraram o apoio à reeleição de Infantino. A Grécia é a mais recente a tomar essa decisão. McAllister afirmou que os países da Uefa seguem “unidos e muito coesos” na determinação de reformar a governança da Fifa.
Para ela, no entanto, a disputa vai além do nome de Infantino. “Isso sempre foi uma questão que ia além de uma única pessoa”, completou.
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Reformas são prioridade, e candidato pode vir de fora da Europa
McAllister explicou que a Uefa não insiste em lançar um nome europeu. Se surgir um candidato crível de outra confederação, a entidade europeia estará disposta a apoiá – lo. “Trata – se do programa de mudanças”, avaliou. “Precisamos acertar isso primeiro.” Na visão dela, o plano de reforma precisa incluir mais prestação de contas, transparência, reconhecimento de conflitos de interesse, proteção a denunciantes e diversidade na liderança.
Infantino já anunciou que buscará outro mandato. McAllister foi direta ao dizer que adversários não podem apresentar um candidato apenas simbólico. “Não se disputa uma eleição a menos que se possa vencê – la”, afirmou. Ela também disse que, se Infantino for reeleito, caberá a ele aprender com o que aconteceu. “Seria de se esperar que tivesse aprendido as lições de um período que o esporte considerou uma verdadeira crise existencial.”
Procuradas pela Reuters, nem a Fifa nem Gianni Infantino comentaram o assunto até o momento.