Comissão Europeia e Parlamento Europeu chegam a acordo para eliminar gradualmente importação de gás russo até 2027. UE busca reduzir dependência energética de Putin
A Comissão Europeia anunciou um acordo provisório com o Parlamento Europeu, visando eliminar gradualmente a importação de gás da Rússia até o final de 2027. A medida visa diminuir a dependência energética da União Europeia em relação ao país liderado por Vladimir Putin.
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O acordo, que ainda precisa ser formalmente aprovado, estabelece um cronograma para a interrupção das importações de GNL (gás natural liquefeito) e gás transportado por gasodutos.
De acordo com o acordo, as importações de GNL da Rússia devem ser eliminadas até o final de 2026. Já o gás transportado por gasodutos terá sua importação interrompida até setembro de 2027. A Comissão Europeia ressalvou que os Estados-Membros poderão estender esse prazo até 31 de outubro de 2027, caso seus níveis de armazenamento de gás estejam abaixo do nível exigido.
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Como parte do acordo, os países da União Europeia deverão apresentar planos nacionais de diversificação, detalhando as medidas para compensar a ausência do fornecimento russo. Esses planos devem ser entregues até 1º de março de 2026, e a Comissão Europeia será informada sobre quaisquer contratos de fornecimento de gás russo ainda em vigor.
Para evitar que a proibição seja contornada, a União Europeia estabelecerá mecanismos de monitoramento e exigirá cooperação e troca de informações entre as autoridades sobre as importações de gás natural. A Comissão Europeia destaca que a dependência da UE do gás russo diminuiu significativamente desde o início da guerra na Ucrânia, passando de 45% das importações totais para apenas 13% no primeiro semestre de 2025.
A redução da dependência do gás russo é vista como um marco para a Europa, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmando que a UE “entrou na era da plena independência energética em relação à Rússia”. A Comissão Europeia também planeja finalizar a eliminação das importações de petróleo russo até o final de 2027, com uma proposta legislativa prevista para o início do próximo ano.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.