Ucrânia inova com sistema de defesa marítima contra drones russos no Mar Negro
Militares ucranianos, com apoio de Charles Maher, desenvolvem sistema inovador para proteger Odesa de drones russos. Descubra como!
Desenvolvimento de Sistema de Defesa Marítima na Ucrânia
Como evitar que drones russos atravessem o Mar Negro sem serem detectados para atacar a cidade portuária de Odesa, na Ucrânia? Esse desafio foi enfrentado pelos militares ucranianos, que contaram com a ajuda de Charles Maher. O ex-comandante de submarinos dos Estados Unidos e fundador da empresa de inteligência e segurança marítima BlueShadow começou a colaborar com unidades de defesa ucranianas para criar um sistema que controlasse drones marítimos, formando uma barreira de proteção ao longo da costa da Ucrânia.
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“Quando estiver totalmente implantado, haverá quatro esquadrões de 12 embarcações. Esses esquadrões operarão entre 10 e 12 quilômetros da costa”, afirmou Maher à Reuters. O primeiro esquadrão, equipado com mísseis e drones interceptadores, pode estar operacional no início de 2027.
A BlueShadow, originária da Dinamarca, foi uma das oito startups que apresentaram novos sistemas e produtos a unidades militares no último fim de semana, como parte de um ecossistema de pequenas empresas e firmas de investimento que surgiram para fortalecer o esforço militar da Ucrânia.
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Startups a Serviço da Defesa Ucraniana
Todas essas startups colaboram com a Defence Builder, uma aceleradora do setor privado que oferece financiamento, mentoria e acesso a recursos para transformar startups de tecnologia de defesa em empresas maiores. Line Rindvig, CEO da Defence Builder, destacou que a aceleradora fornece um financiamento inicial de US$ 10 mil e um programa de aceleração de quatro meses, que inclui orientação para construir bases empresariais sólidas e contatos com militares para apoio e avaliações sobre os produtos.
Os militares, por sua vez, têm acesso a armas ou sistemas de baixo custo para enfrentar um adversário muito mais bem equipado, enquanto a aceleradora adquire uma pequena participação na startup. “Negócios são negócios, mas todos nós também servimos a um propósito maior”, afirmou Rindvig. “Esse propósito é garantir que as soluções necessárias para vencer esta guerra recebam o apoio financeiro que precisam.” A Defence Builder integra o Investor Club do Conselho Ucraniano das Indústrias de Defesa, um grupo de cerca de 25 instituições que busca estimular investimentos na indústria de defesa da Ucrânia.
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Prioridade em Drones e Veículos Remotamente Controlados
Para acelerar as aquisições, as brigadas podem encomendar produtos diretamente dos fabricantes por meio do site Brave1 Market e da plataforma DOT-Chain, que funciona como uma espécie de Amazon de armamentos, oferecendo 800 produtos de 200 fabricantes.
Assim como consumidores comuns, os militares podem deixar avaliações sobre os produtos. Uma das prioridades da Defence Builder, segundo Rindvig, são os veículos controlados remotamente que podem operar na chamada “Zona de Morte” próxima à linha de frente.
A startup estoniana Telearmy tem instalado sistemas de controle remoto em caminhões na linha de frente desde 2023, permitindo que sejam operados a partir de centenas de quilômetros de distância, conforme explicou seu fundador, Enn Laansoo. Ao lado de um BRDM-2M modificado, um veículo blindado da era soviética, Laansoo afirmou que a Telearmy consegue adaptar praticamente qualquer veículo utilizado no campo de batalha. “Já não é possível enviar mais soldados para a linha de frente, e nossa tecnologia oferece essa camada de proteção para que o soldado não precise estar lá”, disse Laansoo, que busca capital para expandir suas operações.
Inovações em Defesa Aérea
Nos últimos meses, houve uma crescente demanda por sistemas de defesa aérea e importantes ligações rodoviárias até a linha de frente. Em resposta à escassez desse tipo de equipamento, a startup Wingtech desenvolveu um bombardeiro reutilizável de asa fixa, chamado Haba, que, segundo a empresa, pode voar até 300 km em uma missão e é resistente a interferências eletrônicas.
Após mais de um ano de uso no campo de batalha, a Wingtech buscava capital de giro para aumentar a produção e atender à demanda dos militares.
Esse apoio foi encontrado, conforme Rindvig, quando um fabricante ucraniano de defesa já estabelecido entrou com financiamento, demonstrando a colaboração crescente entre startups e a indústria de defesa na Ucrânia.