Ucrânia Ataca Moscou com Drones; Kremlin Promete Retaliação

Ucrânia lança ataque com drones em Moscou, causando interrupções e feridos; Kremlin ameaça retaliação massiva

Pedestre observa nuvem de fumaça após ataque de drones da Ucrânia em Moscou, em 18 de junho de 2026

A guerra na Rússia escalou dramaticamente com intensos ataques de drones lançados pela Ucrânia contra seu território, incluindo a capital Moscou, na manhã da última quinta-feira (18). Foram registrados cerca de 1.000 drones em diversas regiões do país, atingindo áreas civis e infraestruturas energéticas vitais.

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O ataque a Moscou foi particularmente severo, resultando no fechamento de todos os quatro aeroportos da cidade e atingindo estabelecimentos comerciais e prédios residenciais. Um civil morreu e mais 16 pessoas ficaram feridas, além de a refinaria de petróleo de Moscou ser atingida pela segunda vez em menos de uma semana, gerando grande impacto visual na capital.

Impacto dos Ataques e a Reação do Kremlin

Diante da escalada, o Kremlin prometeu uma retaliação de natureza “massiva e regular” contra Kiev. O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, emitiu um comunicado afirmando que Moscou responderia às ações de Kiev com ataques igualmente intensos.

O porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, tentou minimizar os danos, destacando que os sistemas de defesa aérea russos demonstraram um “excelente desempenho”, pois a maioria dos drones foi repelida.

No entanto, as tentativas de ataque não cessaram. Na sexta-feira (19), novos drones foram lançados contra a capital russa, mas, segundo o prefeito Serguei Sobianin, todos foram abatidos pelos sistemas de defesa, sem causar danos adicionais à cidade.

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Especialistas em conflitos apontam que tais ataques não são inéditos. Embora em 2023 drones já tivessem alcançado áreas centrais, o aumento da frequência e da capacidade de penetração demonstram uma evolução tática significativa por parte da Ucrânia.

Análise Estratégica: Desestabilização e o Futuro do Donbass

O analista Oleg Ignatov, do International Crisis Group, classifica os ataques ucranianos como tendo um caráter duplo: simultaneamente simbólico e estratégico. Segundo ele, os objetivos primários são interromper a logística militar russa próxima à linha de frente e intensificar os ataques de longo alcance contra a infraestrutura petrolífera localizada em Moscou.

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Ignatov explica que o alvo de Moscou possui um peso simbólico imenso, mas o ataque estratégico visa desorganizar o refino de petróleo russo, causando instabilidade no mercado global de combustíveis. Ele ressalta que, embora a capacidade de ataques tenha aumentado, o foco é atingir fábricas militares e grandes centros urbanos como São Petersburgo.

A tática de longo alcance também busca desestabilizar a logística russa e, mais amplamente, a situação política interna do país. O objetivo é criar uma narrativa de que a Rússia estaria em um beco sem saída e, portanto, forçada a negociar.

Este cenário de ataques distantes contrasta com a situação no leste ucraniano, na região de Donbass, onde os combates permanecem extremamente intensos. A Rússia mantém sua ofensiva na área, e o controle de Donetsk e Lugansk é tratado pelas autoridades russas como uma condição inegociável para qualquer resolução do conflito.

Ignatov argumenta que a disputa por essas regiões transforma o futuro da guerra. Para Moscou, a posse dessas áreas é vista como um pré-requisito para qualquer paz. Assim, a batalha se concentra não apenas no território, mas na imposição de condições políticas que moldarão o pós-conflito.