Ataque da Ucrânia em Bryansk deixa dezenas de mortos! Mísseis “Storm Shadow” atingem fábrica e Kremlin culpa especialistas britânicos. Crise escalona com acusações e dia de luto na Rússia
Um ataque realizado pelas Forças Armadas da Ucrânia contra a cidade de Bryansk, na Rússia, resultou em seis mortos e 42 feridos na última terça-feira (10). Segundo informações oficiais ucranianas, o ataque foi realizado com mísseis de cruzeiro “Storm Shadow” contra uma fábrica de microeletrônica localizada na região.
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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou sobre o incidente, afirmando que o ataque à cidade de Bryansk não teria sido possível sem a assistência de especialistas britânicos. “É evidente que o lançamento desses mísseis [Storm Shadow] não teria sido possível sem a expertise britânica.
Reconhecemos isso, estamos cientes e, naturalmente, estamos considerando esse fato”, declarou Peskov.
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O Comitê de Investigação da Rússia classificou o ataque como um ato terrorista. A região de Bryansk decretou um dia de luto na quarta-feira (11 de março), e o governador Alexander Bogomaz acusou a Ucrânia de um ataque deliberado contra civis. “Estamos tomando medidas imediatas para conter e eliminar as consequências deste ato terrorista”, informou Bogomaz.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a responsabilidade do ataque a Bryansk, relatando que o comandante Oleksandr Syrskyy, das Forças Armadas da Ucrânia, informou sobre uma operação bem-sucedida. Ele detalhou que a fábrica atingida produzia componentes eletrônicos para mísseis russos, utilizados em ataques a cidades e vilas ucranianas. “Estamos nos defendendo”, afirmou Zelensky.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a reação do Secretariado da ONU ao ataque em Bryansk, classificando-a como tendenciosa. “Os funcionários do Secretariado da ONU deixaram de ser uma voz unificada da ONU e passaram a atuar como representantes de um país ou grupo de países”, disse Zakharova.
O incidente em Bryansk intensifica as tensões entre a Ucrânia e a Rússia, com ambos os lados acusando o outro de cometer atos terroristas. A fábrica de microeletrônica atingida é vista como um alvo estratégico, dada sua importância na produção de componentes para mísseis russos.
As autoridades ucranianas continuam a afirmar que os ataques são uma resposta à agressão russa contra o território ucraniano.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.